Publicidade

Negócios

Datasul mira crescimento com novas aquisições

Pouco mais de um ano depois de abrir o capital e com seis novas empresas integradas, estratégia de aquisições da Datasul continua. No entanto, não companhia não se considera ‘Oracle brasileira’.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*

05 de novembro de 2007 - 07h22
página 1 de 2

Pouco mais de um ano após a abertura de capital – que totalizou 317 milhões de reais em recursos no IPO –, a Datasul já contabiliza nada menos do que seis aquisições, como parte de sua estratégia de fortalecimento. E aos que já se surpreendem com os números, o presidente da companhia, Jorge Steffens, afirma: a tendência é que as fusões continuem, embora não com um “perfil Oracle” de agir.

Em entrevista exclusiva concedida ao COMPUTERWORLD na sede da Datasul, em Joinville (SC), o executivo comenta quais os rumos que a companhia pretende tomar em relação ao disputado mercado de sistemas de gestão e como deve se posicionar sobre o promissor mercado de software como serviço. Leia os principais trechos:

COMPUTERWORLD – Pouco mais de um ano após a abertura de capital, a Datasul já contabiliza expressivos níveis de crescimento, tanto orgânico quanto por aquisições. Como você poderia definir o momento atual da empresa?
STEFFENS – Estamos agora iniciando um processo de transição. Quando fizemos nosso IPO no início do ano passado, colocamos algumas metas para continuar o crescimento orgânico em torno de 13% a 15%, o que temos conseguido realizar. Aliado a isso, passamos por uma expansão internacional, principalmente na América Latina. Fora isso, temos feito algumas aquisições, que consumiu em torno de 60% dos recursos do IPO. Escolhemos as três verticais – bancos, agronegócios e saúde – porque geralmente essas verticais concentram médias empresas, nosso foco, e porque representam segmentos crescentes da economia. O agronegócio, por exemplo, é um produto bom para o exterior, só bastando traduzir. Esse é um produto que pretendemos, já no ano que vem, começar a internacionalizar, pela América Latina, mais Argentina e Colômbia. 

CW – Quais os segmentos que vocês pretendem investir?
STEFFENS – Até agora entramos em verticais como bancos, agronegócio e saúde. Continuamos com a iniciativa e provavelmente pode sair outra aquisição nessas verticais, com o objetivo de acelerar a penetração. Estamos estudando também outros segmentos, como o de construção civil. Esse mercado está bastante aquecido no Brasil e muitas dessas empresas estão começando a se profissionalizar. A dúvida que temos é quão concentrado esse mercado deve ficar. 

CW – Alguns comentários de mercado dizem que a Datasul é a Oracle brasileira em grande volume de aquisições. Você concorda?
STEFFENS – Eu diria que os perfis são diferentes. Existem dois tipos de aquisições feitas pela Oracle. No modelo em que comprou a PeopleSoft e a JD Edwards, ela caminhou para a consolidação, e uma hora deve matar o produto. Não gostamos de fazer esse tipo de aquisição porque, no fundo, acabamos pagando caro e perdemos muitos ativos. Isso foi um pouco do que fizemos com a Meya, na Argentina, em que compramos porque queríamos market share. Não é a melhor aquisição financeiramente, mas fiz isso dentro de um contexto em que queria atacar o argentino. No caso da Proxima, vou ficar com o software, com todos os clientes e com todas as pessoas que existem por lá. É esse o tipo de aquisição que gostamos, de adquirir o conhecimento e integrar as pessoas existentes. Com a PeopleSoft, a Oracle entrou, demitiu a metade e simplificou o processo. Acredito que nos assemelhamos no caso específico da Oracle com a Retek, do segmento de varejo. Nesse caso, a Oracle não tinha participação e ingressou com a aquisição. 

Outras fusões de destaque do COMPUTERWORLD:
> Microsoft compra agência de marketing digital por US$ 6 bi
> Compra de US$ 900 mi movimenta mercado de chips para celular
> Vivo leva Telemig em negócio que pode custar até R$ 2,8 bi
> IBM fecha compra de empresa de comunicações em tempo real
> Tivit confirma a aquisição da Softway

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld