Negócios
O futuro, segundo o CIO do Google
Por Redação da CIO*
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Merrill: Nos próximos 10 a 15 anos, você verá um foco técnico maior na cúpula das organizações de TI e na cúpula das empresas porque a natureza do gerenciamento de risco está mudando do fluxo de custos através da tecnologia para o fluxo de talentos na tecnologia, o que é muito diferente na hora de gerenciar.
Na primeira onda de TI [baseada em mainframe], o profissional de tecnologia reportava ao CFO; o CFO provavelmente não tinha e-mail; [gerenciar TI] era um puro exercício de números. Na segunda onda do software empresarial, o CIO provavelmente veio de uma função técnica, reportava cada vez mais ao CEO e a maioria dos executivos do C-level tinha e-mail.
As redes tendiam a ser fechadas; as relações de negócio, em geral, não eram facilitadas tecnicamente. Em essência, as empresas tinham grandes cercas em torno de sua tecnologia e ninguém atravessava as cercas e todo mundo tinha armas – parecia uma espécie de Berlim Oriental, algo muito assustador. Este era o mundo tecnológico no qual crescemos.
Cada vez mais, parte destas interessantes aplicações de consumo é composta de estranhas misturas de muitos serviços fornecidos por muitas organizações diferentes. De repente, não está claro onde sua empresa termina e outra empresa começa, e isso afeta as funções de contratação, afeta as funções de finanças, afeta as funções de gerenciamento legal e de risco.
As relações técnicas entre organizações estão incorporadas no produto. Conseqüentemente, acho que você verá um grau muito maior de foco técnico no CIO e um entendimento maior da tecnologia no negócio por parte dos demais executivos do C-level.
A distinção com a qual crescemos e à qual estamos tão acostumados – de que existe a tecnologia e existe o negócio – vai desaparecer. Isso é muito assustador. Para nós, que estamos no negócio agora, como criamos nossas habilidades para nos prepararmos para isso?
CIO: Existe alguma aplicação de consumo que você, como CIO, baniria?
Merrill: Uau! Sei que a resposta tem que ser sim, mas não estou conseguindo pensar em nenhuma. Acreditamos realmente em escolha, não controle, por isso o número de coisas que os funcionários não podem fazer é muito pequeno. E a infra-estrutura é muito pequena e auto-corretiva. Nossas máquinas já vêm com controles de segurança. As pessoas podem instalar seu próprio software se quiserem.
Temos muitas opções de acesso remoto e presumimos que as pessoas vão trabalhar a partir de cafés e outros locais, por isso nos esforçamos ao máximo para que isso seja possível. Temos muitas formas de comunicação que as pessoas usam.
Na sala ao lado da minha, hoje, está um dos nossos diretores de Londres. Ele tem um filho pequeno do qual sente muita falta. Alguns minutos atrás, no seu computador, fez uma rápida ligação para sua esposa via voz sobre IP, com uma tela de vídeo e um produto freeware.
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