Negócios
Consultoria indica que decisões de compra de SaaS cabem às áreas de negócio
De acordo com o vice-presidente de pesquisas, Ben Pring, a maior parte das aquisições de software no modelo de SaaS não passam pelos gerentes de TI.
Por Por Computerworld
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Três quartos de todas as compras de software como serviço (SaaS) são realizadas por gerentes de unidades de negócios e não por gerentes de TI, aponta o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Ben Pring.
O executivo sugere que os profissionais de TI se envolvam nas decisões de compra de SaaS, defendendo que o modelo deve ser adotado nas empresas à revelia.
O SaaS está tornando comum por causa da complexidade de software corporativo tradicional de cliente servidor, reforça Pring. “Existem algumas verdades inconvenientes na nossa indústria que descrevem os altos níveis de software não usados em empresas como a culpa secreta da indústria de TI”.
Pring estima que 65% das licenças da Siebel vendidas antes de a Oracle assumir a fabricante “nunca era colocada em uso”, e a utilização de servidores está também baixa (uma média de 18% em grandes organizações).
O SaaS oferece um desafio para essa era de disfunções rentáveis, argumenta Pring, adicionando: “o Salesforce.com provou o conceito SaaS. Eles mostraram que funciona”. O executivo afirma que o modelo oferece um número grande de benefícios: os negócios poderiam pagar pela funcionalidade que eles na verdade precisam e pagam com orçamentos operacionais mais do que com capital – o que permite bastante flexibilidade.
Os usuários não têm de se preocupar com o suporte de infra-estrutura ou com o gerenciamento de software. O SaaS também é mais barato em médio prazo e o desenvolvimento é mais rápido. “Ele é mais fácil, rápido e simples de adesão na companhia”, ressalta.
Mas ele também alerta que o SaaS teve uma queda. A licença de software foi não maior em recursos no livro de usuários, enquanto os gerentes de TI se preocuparam com que tivessem menos controle do portfólio de aplicações.
O SaaS também ofereceu menos funcionalidades por um preço mais baixo do que o software tradicional. “Para alguns usuários a idéia da funcionalidade básica não é a atratividade”, observa Pring.
As relações de segurança e gerenciamento com empresas fornecedoras poderiam também apresentar desafios para as áreas de TI, pois integrar o recurso com o software existente, na visão do especialista, permanecerá complicado.
Embora pequeno, o SaaS ainda é conhecido sobre as implicações em longo prazo do modelo SaaS, isso pode provar ser mais caro em longo prazo assim como se prova pelo paralelo de emprestar ou comprar um carro.
O fato de que os negócios estavam adotando o SaaS de qualquer jeito fez com que o envolvimento dos gerentes de TI na decisão seja primordial, trazendo suas experiências para a discussão.
Os compradores devem também olhar para a plataforma SaaS como mais do que uma aplicação isolada para permitir o desenvolvimento no futuro de parte externa de aplicações, com o mínimo de integração e desafio de gerenciamento de aplicações. “O benefício real vai vir do SaaS quando você comprar uma plataforma”, conclui Pring.
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