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Ética em TI: segredos obscuros, verdades ameaçadoras – e pouca orientação

Funcionários de TI enfrentam dilemas éticos por ter acesso privilegiado à informação pessoal e profissional em toda a empresa e conhecimento técnico para manipulá-la.

Por Redação do COMPUTERWORLD*

08 de novembro de 2007 - 06h05
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O que Bryan encontrou no computador de um executivo seis anos atrás ainda está martelando na sua cabeça. Bryan ficou particularmente aborrecido porque o homem que ele flagrou usando um PC da empresa para ver fotos pornográficas de mulheres asiáticas e crianças acabou sendo promovido e transferido para a China, onde assumiu a direção de uma fábrica.

“Naquele dia, me arrependi de não ter levado o material ao FBI”, lamenta Bryan. Isso aconteceu quando Bryan, que não quer seu sobrenome divulgado, era diretor de TI da divisão norte-americana de uma multinacional alemã de 500 milhões de dólares.

As políticas de uso da internet, que Bryan ajudou a desenvolver com informação da gerência sênior, proibiam o uso de computadores da empresa para acessar web sites com conteúdo pornográfico ou adulto. Uma das responsabilidades de Bryan era monitorar a navegação dos funcionários na web com produtos da SurfControl e reportar violações à gerência.

Bryan sabia que o executivo, que estava um nível acima dele em outro departamento, era popular tanto na divisão norte-americana quando na matriz alemã. Quando as ferramentas da SurfControl, entretanto, detectaram dezenas de web sites pornográficos visitados através do computador do executivo, Bryan obedeceu às políticas estabelecidas.

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“É para isso que elas existem. Eu não ia ter problemas por seguir as políticas”, raciocinou. Assim, Bryan procurou seu gerente com cópias dos registros na web (que ele ainda guarda e divulgou para o Computerworld).

Poder e responsabilidade
O caso de Bryan é um bom exemplo dos dilemas éticos que os funcionários de TI  enfrentam no trabalho. Estes funcionários têm acesso privilegiado à informação digital -- tanto pessoal quanto profissional -- em toda a empresa e conhecimento técnico para manipulá-la.

Opinião do Leitor [2 comentários]

Ter e não ser proprietário

Quando se retem algo de alguem sem sua permissão isso é roubo, nem que seja por pouco tempo, visualziar informações e passar a superiores, ao meu ver, tem todo o direito de acordo com a posição dentro da empresa, mas fazer copias ou retirar informações de outro de dentro da empresa é ROUBO. Por isso muitas vezes é melhor realmente levar a outro nível a informação adquirida, para que não comprometa a sua posição dentro da mesma.Parabéns pela matéria.
Paulo Roberto - 19 Nov 2007, 18h42

Existe código de ética

Os casos apresentados no artigo estão relacionados com a segurança da informação e ao contrário do que cita o artigo existe um código de ética para todos os profissionais certificados pela (ISC)2, na integra no link a seguir:

https://www.isc2.org/cgi-bin/content.cgi?category=12

Assim sendo não só médicos e advogados devem seguir um código de ética relacionado a profissão, todos os profissionais da segurança da informação que detenham uma certificação e/ou estejam associados a entidades relacionadas com esta área tem um código de ética que deve ser seguido.
Ricardo - 11 Nov 2007, 16h25
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