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Negócios

Estratégia da Sun a favor de código aberto é questionada por antigo vice-presidente

Forte guinada da empresa para open source foi uma das causas que levaram a saída de Larry Singer, admitiu o ex-vice-presidente da empresa em conferência.

Por Inforworld, EUA

08 de novembro de 2007 - 16h50
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Uma ênfase exagerada em código aberto. Esse foi o motivo apontado por Larry Singer, antigo vice-presidente global de estratégias de sistemas da Sun, para a sua saída.

O executivo ressaltou que concorda com iniciativas de código aberto como a plataforma Java e o sistema operacional Solaris, mas em vez de uma guinada em direção ao código aberto, a empresa deveria se preocupar em maneiras de gerar receita.

Como não concordava com a estratégia da Sun e do novo CEO Jonathan Schwartz, Singer disse que essa foi uma das razões pela qual abandonou a posição na empresa em que trabalhava desde 2003.

Singer contou o desentendimento em um painel sobre como CIOs podiam usar web 2.0 no ambiente corporativo. Singer, que também foi CIO do estado norte-americano da Geórgia, voltou a tocar no assunto em uma entrevista logo após o evento.

“O difícil é que gastamos todo nosso tempo e atenção [na Sun] com coisas que eram importantes no ponto de vista intelectual e de inovação, [mas era] difícil de entender como isso iria gerar receita para a companhia”, completou Singer.

A Sun podia convencer os clientes através do open source a comprar seu sistema Solaris, ele defende, mas o retorno de investimento iria demorar entre 10 a 12 anos. “Não teríamos uma companhia nesse prazo se a receita não estivesse crescendo nos próximos dois anos”, disse. Singer aponta que a Sun deveria focar em diferenciar seus produtos-chave, incluindo estações de trabalho, servidores e equipamentos de storage para agradar as grandes corporações, núcleo de sua base de clientes.

“A ênfase da companhia era fazer de tudo ‘código aberto’”, em vez de criar receitas, completou Singer.

Mas os resultados da Sun melhoraram. No último trimestre, a empresa teve alta de 1% em faturamento, chegando a 3,22 bilhões de dólares; o lucro subiu para 89 milhões de dólares, valor sensivelmente maior do que o prejuízo de 56 milhões no mesmo período no ano passado.

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Mas Schwartz só tornou-se CEO depois da saída de Scott McNealy em abril de 2006, como resultado de desempenho financeiro ruim. Desde 2001, a empresa ou perdia dinheiro ou tinha lucros muito pequenos, com as ações estagnadas.

A Sun recusou-se a comentar as declarações de Singer, atualmente um consultor de TI independente.

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