Negócios
Diretor da Red Network descarta acordo de distribuição com a Cisco
Fernando Munhoz justifica o fato da Cisco constar no portfólio de produtos da distribuidora como uma forma de oferecer serviços adicionais a suas revendas e afirma que pratica um modelo de negócios parecido no caso da 3Com.
Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld
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Em resposta à divulgação de que a Red Network estava posicionada como possível distribuidora da Cisco no País, ao divulgar em sua página da internet a marca como parte dos produtos comercializados para as revendas - nas linhas de Roteadores e de Switches L2/L3 e SMB -, Fernando Munhoz, diretor-comercial da Red Network, nega que a companhia tenha se colocado como distribuidora da marca no País e atribui essa possível relação das companhias a um mal entendido.
"Na verdade, colocamos os produtos da Cisco no site para o caso de canais que queiram nos utilizar para adquirir algum equipamento da empresa", defende Munhoz, que acrescenta: "Nessas situações, eu compro dos distribuidores autorizados no País como qualquer revenda". Ainda de acordo com o executivo, a maior parte das negociações era realizada com a Mude, porém, o diretor afirma que não tinha qualquer condição especial de preço.
Segundo Munhoz, neste ano, dos R$ 15 milhões de faturamento projetados pela distribuidora, 1% deve ser proveniente das vendas de equipamentos Cisco. "Da mesma forma, também não trabalho como distribuidor 3Com e tenho os produtos da empresa citados no site", define o executivo.
Ele afirma que, apesar de já ter atuado como distribuidor da 3Com no País, hoje a Red Network optou por adquirir os produtos da marca da Network1. "A diferença, nesse caso, é que com eles temos um acordo no qual conseguimos preços diferenciados", afirma o executivo, citando assim que a empresa funciona como uma espécie de subdistribuidor da 3Com.
Munhoz aproveitou também para defender que a postura da Cisco Brasil de manter apenas a Ingram Micro como sua única distribuidora no País pode não ser adequada. "Acho perigoso ficar na mão de uma empresa só", considera o diretor. "Até gostaria de trabalhar com a fabricante, mas eles sempre foram muito fechados", conclui o executivo.Conheça os 100 melhores CIOs do país
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