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Crescimento de 21% das vendas derruba preço de discos rígidos

Preço de HD para notebook caiu de US$ 86, no 3º trimestre de 2006, para US$ 53 no mesmo período deste ano, informa iSuppli.

Por IDG News Service

08 de novembro de 2007 - 15h33
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A concorrência com a memória flash, bem como o aumento das vendas de PCs e eletrônicos de consumo provocaram a queda de preços e o aumento da demanda por discos rígidos, informa uma pesquisa da iSuppli divulgada na quarta-feira (07/11).

O valor médio de um disco rígido para notebook, por exemplo, caiu de US$ 86, no terceiro trimestre de 2006, para US$ 53 no mesmo período deste ano. Já o preço de um HD para desktop caiu de US$ 52,75 para US$ 51 em um ano.

Mundialmente foram vendidos 134 milhões de discos rígidos no terceiro trimestre de 2007, o que revela um aumento de 21% sobre as vendas de 114 milhões de unidades registradas no mesmo período do ano passado, segundo a iSuppli.

A queda de preços também se deve à competição acirrada entre seis fornecedores de HDs: Seagate, Western Digital, Hitachi Global Storage Technologies, Fujitsu, Toshiba e Samsung, destacou Krishna Chander, analista sênior da iSuppli.

Os discos rígidos mais populares para notebooks estão na média de 100 Gigabytes (GB) de capacidade, apresentando um valor médio de US$ 50 no mercado. Já os PCs mais populares, vendidos especialmente na Ásia, com HDs mais baratos - US$ 40 para um disco de 80 GB -  ajudaram a reduzir o preço deste componente, afirmou Chander. Já o valor de HDs de 320 GB é de US$ 65.

Os preços dos discos rígidos também foram afetados pela evolução da tecnologia de memória flash, alerta Chander, especialmente com a entrada da tecnologia no mercado de armazenamento de dados.

Os Solid-state drives (SSDs), eleitos por muitos como os substitutos dos discos rígidos, custam atualmente entre US$ 7 e US$ 10 por Gigabyte (GB), o que os torna muito mais caros em relação dos HDs magnéticos para desktops, onde o custo por Gigabyte varia de US$ 0,20 a US$ 0,30. Além disso, os SSDs ainda têm questões ligadas a longevidade e armazenamento, o que deve manter a alta demanda pelos HDs tradicionais por muitos anos.

"Os dados em SSDs serão mantidos por dez anos, enquanto a maioria dos HDs será preservada por 50 anos ou mais, dependendo de como os dados são acessados", compara Chander, observando que esta relação pode mudar no futuro.

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