Negócios
Cisco tem alta de dois dígitos nas vendas do 1º trimestre de seu novo ano fiscal
Problemas da gigante de redes no Brasil parecem não afetarar o faturamento e o lucro no período, que tiveram alta de 17% e 37%, respectivamente.
Por Por IDG News Service
Compartilhe:
A Cisco acaba de divulgar seu resultado financeiro do primeiro trimestre do ano fiscal 2008, encerrado no último dia 27 de outubro. O faturamento da gigante de rede cresceu 17%, ficando em US$ 9,6 bilhões, ante os US$ 8,2 bilhões registrados no mesmo período no ano anterior.
O lucro da empresa também cresceu bastante, mais de 37%, saltando de US$ 1,6 bilhões para US$ 2,2 bilhões. Os resultados significaram ganhos de US$ 0,35 por ação, sobre US$ 0,26 registrados no mesmo período do ano anterior.
Em nota oficial, o chairman e CEO da Cisco, John Chambers, citou “atuação balanceada por toda a companhia”. O executivo apontou um grande futuro para a empresa graças à segunda onda de investimento da internet apostando em conteúdo multimídia e em tecnlogias de Web 2.0. O maior fornecedor de roteadores para o núcleo da internet e para empresas, a corporação californiana sempre ganha quando o tráfego IP cresce.
O faturamento da Cisco superou as expectativas de analistas financeiros. Em teleconferência, Chambers disse que o crescimento na venda de roteadores para operadoras de telefonia foi o ponto alto do trimestre. O faturamento com os roteadores high-end cresceram em 28%, incensados pela demanda por IPTV e outras aplicacões de vídeo. A receita com switching cresceru 8%, provavelmente pela espera das empresas para que as linhas Catalyst 6500 e 4500 lines fossem atualizadas, defendeu Chambers.
A maior fraqueza, citou Chambers, foi o mercado corporativo nos EUA, no qual o número de pedidos cresceu em apenas um dígito. A fragilidade chega, em parte, das tendências da economia no país, com a queda nos pedidos de setores como finanças e automotivo. A expectativa da companhia é que o crescimento nos EUA seja pequeno.
Mesmo assim, defendeu o executivo, os problemas dos EUA têm pouca probabilidade de refrear a economia e a globalização está ajudando o crescimento das companhias nos EUA. Entre as maiores contas da Cisco, quase 60% dos pedidos é para implementação fora do país, enquanto anos atrás esse valor era próximo de 45%.
De qualquer maneira, as ações da empresa no after-hours foram atingidas pela preocupação dos investidores com as consequências da fragilidade da economia dos EUA. As ações da empresa cairam US$ 3,02, fechando a US$ 29,74.
Chambers destacou a estratégia da empresa em mercados emergentes, apontando alta de quase 30% nesta região. Investindo pesado na India, a Cisco planeja repetir a estratégia na China. “Se eu disser que estou empolgado, ainda é pouco”, disse.
Para o segundo trimestre, a Cisco espera alta de faturamento em 16%.
- Cisco nega acordo com a Red Network
- Red Network posiciona-se como distribuidor da Cisco no Brasil
- Caso Mude: muito além da investigação policial
- Mude diz que está trabalhando para normalizar suas operações
- Executivo da Cisco aponta que Ingram Micro deve aproveitar oportunidade no País
- VP da Cisco assume situação de Carnevali como embaraçosa para a companhia
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


