Publicidade

Negócios

Onde a demanda está

As regiões Norte e Nordeste começam a despertar o interesse dos distribuidores, que, em busca de novas demandas, elaboram planos de expansão e projetos dedicados aos canais locais

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

10 de novembro de 2007 - 00h00
página 1 de 3

A expansão territorial tem sido utilizada desde os tempos remotos como forma de poder e dominação. E da origem das sociedades ocidentais até agora, mesmo com todos os séculos de consolidação das práticas político-econômicas, essa continua a ser uma estratégia bastante difundida nos mercados.

Seja como forma de manter expansão orgânica, ou mesmo de reverter a queda na lucratividade provocada pela concorrência nos centros mais industrializados, como no Sudeste – que hoje concentra 52% do PIB nacional –, explorar outras regiões do País tem virado uma alternativa cada vez mais comum entre a indústria de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicações). Como reflexo, os fabricante reforçam a capilaridade de suas estruturas de canais para atender demandas reprimidas em regiões remotas do Brasil.

Na avaliação de Pedro Luiz Roccato, diretor-presidente da consultoria Dicrect Channel, os fabricantes estão, de fato, buscando o fortalecimento de suas operações em diversas regiões do País, com destaque para o Sul, Centro-Oeste e Oeste do estado de São Paulo. “E essa virou uma estratégia prioritária para muitos distribuidores, por uma questão natural de ampliação no volume de negócios”, defende Roccato.

O Norte e o Nordeste, que representam uma das regiões menos exploradas pela indústria de tecnologia, começam a entrar para a rota de crescimento do setor e, dessa forma, ganham o título de o próximo grande espaço a ser explorado por distribuidores que buscam ampliar a capilaridade e melhorar o atendimento aos canais espalhados nessas regiões.

A própria realidade econômica dessas localidades tem estimulado o movimento do setor. Em seu último levantamento sobre o PIB brasileiro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa, Geografia e Estatística) apontou que o Norte passou de 5% para 5,3% dos resultados gerais, enquanto o Nordeste saltou de 13,8% para 14,1% dos recursos. Um crescimento que, apesar de tímido, reflete a consolidação de pólos industriais nessas regiões e, por outro lado, está atrelado à expansão do setor de serviços, que vem ganhando destaque graças ao turismo.

De carona nesse movimento, a distribuidora Bell Computer, sediada em São Paulo, estuda a abertura de um centro de distribuição em cidades do Norte ou Nordeste. A iniciativa, prevista para o primeiro semestre de 2008, objetiva preparar a empresa para um cenário de fusões e aquisições. “No contexto de concentração, é necessário fortalecer a operação e fazer frente ao processo inevitável de seleção natural do mercado”, avalia Amaury Carvalho, gerente de marketing da companhia.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld