Negócios
Onde a demanda está
As regiões Norte e Nordeste começam a despertar o interesse dos distribuidores, que, em busca de novas demandas, elaboram planos de expansão e projetos dedicados aos canais locais
Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld
Compartilhe:
A expansão territorial tem sido utilizada desde os tempos remotos como forma de poder e dominação. E da origem das sociedades ocidentais até agora, mesmo com todos os séculos de consolidação das práticas político-econômicas, essa continua a ser uma estratégia bastante difundida nos mercados.
Seja como forma de manter expansão orgânica, ou mesmo de reverter a queda na lucratividade provocada pela concorrência nos centros mais industrializados, como no Sudeste – que hoje concentra 52% do PIB nacional –, explorar outras regiões do País tem virado uma alternativa cada vez mais comum entre a indústria de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicações). Como reflexo, os fabricante reforçam a capilaridade de suas estruturas de canais para atender demandas reprimidas em regiões remotas do Brasil.
Na avaliação de Pedro Luiz Roccato, diretor-presidente da consultoria Dicrect Channel, os fabricantes estão, de fato, buscando o fortalecimento de suas operações em diversas regiões do País, com destaque para o Sul, Centro-Oeste e Oeste do estado de São Paulo. “E essa virou uma estratégia prioritária para muitos distribuidores, por uma questão natural de ampliação no volume de negócios”, defende Roccato.
O Norte e o Nordeste, que representam uma das regiões menos exploradas pela indústria de tecnologia, começam a entrar para a rota de crescimento do setor e, dessa forma, ganham o título de o próximo grande espaço a ser explorado por distribuidores que buscam ampliar a capilaridade e melhorar o atendimento aos canais espalhados nessas regiões.
A própria realidade econômica dessas localidades tem estimulado o movimento do setor. Em seu último levantamento sobre o PIB brasileiro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa, Geografia e Estatística) apontou que o Norte passou de 5% para 5,3% dos resultados gerais, enquanto o Nordeste saltou de 13,8% para 14,1% dos recursos. Um crescimento que, apesar de tímido, reflete a consolidação de pólos industriais nessas regiões e, por outro lado, está atrelado à expansão do setor de serviços, que vem ganhando destaque graças ao turismo.
De carona nesse movimento, a distribuidora Bell Computer, sediada em São Paulo, estuda a abertura de um centro de distribuição em cidades do Norte ou Nordeste. A iniciativa, prevista para o primeiro semestre de 2008, objetiva preparar a empresa para um cenário de fusões e aquisições. “No contexto de concentração, é necessário fortalecer a operação e fazer frente ao processo inevitável de seleção natural do mercado”, avalia Amaury Carvalho, gerente de marketing da companhia.
- Debatedores apontam falhas em leis de inovação tecnológica
- D-Link contrata gerente de canais para Norte e Nordeste
- Estudo mostra Nordeste e Sul como prioridade das áreas de canais em 2008
- Cimcorp busca canais para reforçar presença no agronegócio
- Landesk prospecta parceiros na região Nordeste
- CNT recruta parceiros para VMWare em três regiões do País
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


