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Negócios

São Paulo foi responsável pelo consumo de mais de 60% de produtos piratas no Brasil

Software ilegal causou prejuízos para diversas esferas do governo de 774 milhões de reais; agentes públicos vão receber treinamento sobre o tema.

Por Daniela Braun, do IDG Now!

13 de novembro de 2007 - 16h00
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Em 2006, o Estado de São Paulo foi responsável por mais de 60% do consumo de produtos piratas no Brasil, informa Márcio Vaz, secretário-executivo do Comitê Inter-secretarial de Combate à Pirataria de São Paulo (CICP).

Somente a pirataria de software, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), gerou um prejuízo de 774 milhões de reais aos cofres do governo de São Paulo, uma alta de 49% em relação a 2005.

O software ilegal representou 60% do segmento no Brasil e o prejuízo com a pirataria neste setor superou 1,1 bilhão de dólares, no ano passado, segundo a Abes.

Se o índice de pirataria no Estado fosse reduzido em dez pontos porcentuais, de acordo com a IDC Brasil, São Paulo teria um aumento de arrecadação de 374 milhões de reais, um acréscimo de 3,2 bilhões de reais para a indústria de tecnologia local e geraria mais de 35 mil empregos diretos e indiretos.

Nesta terça-feira (13/10), 120 agentes públicos de São Paulo, passam por um treinamento, em Guarulhos, para aprimorar as ações de combate à pirataria na capital e no Estado.

O seminário realizado hoje, na cidade de Guarulhos, reúne profissionais da Guarda Civil Metropolitana, Policia Civil, Militar, Federal. Rodoviária Federal, Receita Federal, Institutos de Criminalística, Secretarias Municipais e Estaduais, Ministério Público e Judiciário.

O curso faz parte da segunda fase do Treinamento em Capacitação Antipirataria, iniciativa do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), da Abes, da Business Software Alliance (BSA), com o apoio do Ministério da Justiça.

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Entre o 2º semestre deste ano e o 1º semestre de 2008, a meta do CNCP é aplicar o treinamento a 3.500 profissionais de 22 cidades brasileiras. No ano passado,  quando foi lançada, a iniciativa capacitou 1.248 profissionais em 16 cidades brasileiras.

Demanda, educação e medicas econômicas

O treinamento de agentes públicos para ajudar a identificar e agir com mais eficiência na contenção da oferta de produtos ilegais é uma das três ações estratégicas do Conselho Nacional de Combate à Pirataria para os anos de 2007 e 2008, informa Ana Lucia de Moraes Gomes, secretária substituta do órgão ligado ao Ministério da Justiça.

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