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Virtualização de servidores: Oracle entra no setor e quer liderança
Analistas, contudo, afirmam que a solução de virtualização da gigante de software vai ser usada apenas para as suas próprias aplicações.
Por Computerworld, EUA
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A Oracle anunciou ontem, 12 de novembro, a sua tecnologia de virtualização de servidores durante o Oracle OpenWorld.
O Oracle VM é construído sobre o hypervisor (a plataforma de virtualização que permite rodar diversos sistemas operacionais) de código aberto Xen e foi criado para suportar e gerenciar, de maneira centralizada, aplicações da Oracle e de terceiros nos ambientes Oracle, apontou o presidente da empresa Charles Phillips.
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A solução oferece suporte para sistema operacional em Linux, assim como para o banco de dados da companhia, para as ofertas de aplicações da Oracle e do middleware Fusion.
Segundo representantes da Oracle, o Oracle VM estará disponível para download a partir da quarta-feira.
Em sua palestra, Phillips disse que o Oracle VM é a resposta baseada em web para o gerenciamento de grupos de máquinas virtuais rodando sobre ambientes x86 ou de mainframe z86-64. “Nós temos a resposta para a virtualização”, disse.
Está disponível no site da empresa um arquivo em PDF com a lista dos produtos da gigante de software certificados para atuar com o Oracle VM.
Entre os fornecedores de hardware que apóiam o Oracle VM estão: Intel, Dell, Advanced Micro Devices (AMD), Hewlett-Packard, Network Appliance, QLogic, Emulex, Pillar Data Systems e Liquid Computing, garante a Oracle.
Virtualização da Oracle para a Oracle?
Galen Shreck, principal analista da Forrester Research, afirma que apesar da grande base instalada da Oracle e da extensão de seu portfólio, a empresa será incapaz de convencer os clientes a adotar a sua recente tecnologia de virtualização para rodar aplicações de terceiros. Ele afirma que a Oracle vai ter bastante trabalho para tentar acompanhar o ritmo das companhias de virtualização de servidores.
“Os usuários vão usar o Oracle VM para virtualizar aplicações que não são da Oracle? Eu não acredito. [em vez disso] Eles vão comprar VMWare, Microsoft ou Citrix”, disse Shreck. “Não acho que a Oracle pode competir em igualdade”.
Ele continua: “[O Oracle VM] é destinado basicamente a ser uma ilha para si mesmo. Não vejo a Oracle hoje tendo o gerenciamento de sistema ou o relacionamento com os parceiros ISVs (desenvolvedores independentes de software, da sigla em inglês) para criar a sua própria plataforma de computação virtual para aplicações gerais”.
Enquanto isso, em Redmond, na sede da Microsoft...
A Microsoft anunciou, também ontem, que em meados de 2008, a empresa vai lançar as versões padrão, corporativa e para datacenter do Windows Server 2008 que vai incorporar o software de virtualização Hyper-V.
Em resposta ao anúncio do Oracle VM, Patrick O'Rourke, gerente do produto de servidores e ferramentas da Microsoft, comentou: “A escolha dos clientes é importante com o crescimento do mercado, espero que várias empresas venham apresentar ofertas de virtualização para o mercado”.
Para Parag Patel, vice-presidente de alianças da VMWare, disse que espera que o Oracle VM seja “o primeiro de muitos passos” que a Oracle está tomando para levar a utilização de virtualização ainda mais adiante. Além disso, ele apontou que os clientes precisam de esclarecimentos sobre como vai funcionar a política de licenciamento da Oracle com seus softwares e a virtualização.
“Nossos diversos clientes em comum estão buscando apoio mais forte para a virtualização da Oracle, incluindo diretrizes claras e consistentes para rodar software Oracle em ambientes virtualizados”, provocou Patel.
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Rebecca Wettemann, analyst da Nucleaus Research, disse que como a Oracle já possui tecnologia grid, é um passo natural oferecer também virtualização para garantir aos clientes um suporte mais completo de um mesmo fornecedor.
Ela disse que os clientes da Oracle que ainda não investiram em virtualização podem ser atingidos pela a nova oferta. De qualquer forma, a tarefa se torna muito mais difícil quando a Oracle precisa conquistar quem já está rodando ambientes virtuais. “Será uma venda difícil para quem já tem uma outra solução”, destacou Rebecca Wettemann.
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