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MPF incrimina Carnevali e diretoria da Mude em escândalo da Cisco

Nas duas primeiras denúncias entregues à Justiça, MPF incrimina ex-VP da Cisco para AL, 10 funcionários da Mude e 5 parceiros.

Por Por IDG Now!

17 de novembro de 2007 - 12h19
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O Ministério Público Federal de São Paulo divulgou na noite desta quinta-feira (15/11) as duas primeiras denúncias contra os envolvidos na Operação Persona, realizada por parceria entre MPF, Polícia Federal e Receita Federal que prendeu 41 suspeitos de formarem esquema de fraude de produtos da fabricante Cisco em benefício da distribuidora Mude.

Entre os envolvidos nas acusações estão Carlos Roberto Carnevali, vice-presidente da Cisco para América Latina, e um grupo de dez pessoas da Mude que junta sócios, diretos e funcionários. O nome do presidente da Cisco no Brasil, Pedro Ripper, não consta nas duas primeiras acusações.

As duas acusações encaminhadas à 4ª Vara Federal Criminal dizem respeito aos crimes de descaminho, na modalidade de importação fraudulenta e uso de documento ideologicamente falso, ferindo, respectivamente os artigos 334, parágrafo I, alínea c e 304, combinado com o 299, do Código Penal brasileiro.

Com a denúncia, o MPF confirma o esquema criado pelos 41 suspeitos para simular compras e vendas com o objetivo de ocultar a identidade da Mude, que sonegava impostos na hora de trazer equipamentos da Cisco para o Brasil. A primeira acusação do MPF, referente a descaminho, atinge Carnivali e dez executivos da Mude.

A segunda ação iniciada pelo MPF tem como alvo as empresas S.A.O (South American Overseas) e K/E, responsáveis pela logística e pelo papel de laranja no esquema, respectivamente. Segundo o órgão, o processo de compra e venda de produtos nos últimos anos somou US$ 370 milhões espalhados por 16 importações fraudulentas que usaram 22 notas fiscais falsas. O esquema também evitou que US$ 1,5 bilhão fossem recolhidos pela Receita Federal vindos de impostos de importação.

No comunicado, o MPF afirma que os 16 casos de importação fraudulentas são apenas uma amostra de outras operações irregulares nos últimos cinco anos. O órgão afirma ainda que os dados apreendidos continuarão a ser analisados, o que "poderá embasar novas acusações".

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