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Negócios

Domando o leão

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

20 de novembro de 2007 - 00h00
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A empresa que já estava em processo de negociação com o fisco, revela o sócio-diretor, enquadrava-se na faixa do Simples, até então. “O que há cerca de um ano parecia a melhor opção, já que havia benefícios estaduais quanto ao pagamento de ICMS”, conta o sócio da Águia. Situação que, segundo ele, foi modificada com a recente implementação das novas regras desse imposto simplificado.

Paixão enfatiza que as mudanças na legislação passaram a prever um teto reduzido para a emissão de notas fiscais para comissionamento – na qual o distribuidor repassa as margens de forma separada – e que seria rapidamente ultrapassado pela revenda.

Diante desse cenário, a Águia decidiu aderir ao modelo de Lucro Real. A mudança exigiu a implementação de um controle de caixa diário e de estoques. “Aprimoramos o software de gestão de recursos e adotamos um sistema de controle por código de barras e etiquetamento eletrônico”, conta Paixão, ressaltando que, apesar da adoção de tecnologias de ponta, o investimento não foi considerável.

Em contrapartida, junto com uma possível redução nos tributos pagos ao governo, a empresa passou a ter um custo duas vezes maior com os serviços de contador, uma vez que o Lucro Real exige muito mais detalhes contábeis. “Mas isso não representa um custo considerável diante das expectativas de ampliação de lucratividade”, avalia o sócio-diretor.

José Eduardo Toledo, consultor e advogado tributarista, alerta que a simples migração do modelo de Lucro Presumido não representa uma redução de custos com impostos. “Para uma companhia que têm baixas despesas ou a maior parte dos resultados calcada em serviços, pode não compensar a mudança para o Lucro Real”, exemplifica Toledo. Opinião compartilhada por Humberto José Henrique, que corrobora: “Por isso, o planejamento tributário se faz importante, pois é ele que permite antever resultados”.

Na visão de Henrique, esse planejamento, orientado por profissionais especializados – contadores, advogados ou consultorias na área de tributação em TI – pode representar um aumento de 20%, em média, nos resultados das empresas do canal. “E para o cenário competitivo atual, economizar 1% em impostos pode ser o diferencial na conquista de um cliente”, indica o contador, que afirma ser esse um argumento mais do que justificável para as empresas começarem a olhar com atenção a gestão tributária.

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