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PAC de Ciência e Tecnologia prevê esforço na formação de pessoal

Programa anunciado pelo presidente da República projeta 41,2 bilhões de reais em investimentos na área científica nos próximos três anos.

Por Redação do COMPUTERWORLD*

21 de novembro de 2007 - 09h55
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem (20/11) que reajustará em 20%, a partir de março de 2008, o valor das bolsas de mestrado e doutorado. A medida faz parte do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, conhecido como PAC de Ciência e Tecnologia e lançado ontem pelo governo no Palácio do Planalto.

Outra medida anunciada pelo presidente Lula é a ampliação do número total de bolsas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até 2010.

O conjunto de medidas prevê investimentos federais de 41,2 bilhões de reais até 2010. Integrante do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e composto de quatro eixos centrais, o PAC de Ciência e Tecnologia visa promover a expansão e consolidação do sistema de ciência e tecnologia, além da implementação da inovação tecnológica nas empresas, a pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas e a ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social.

Ao lançar o plano, Lula defendeu a importância de o País investir no setor, que, segundo ele, ficou esquecido nos últimos anos. Para expandir e consolidar o sistema de ciência e tecnologia no Brasil, o governo, disse Lula, precisa unir esforços e conceder investimentos.

O presidente ressaltou que o mérito do plano consiste em submeter as ações de ciência e tecnologia a uma única alçada. “Reunimos alguns dos setores do governo que, direta ou diretamente, tratavam da questão de ciência e tecnologia e resolvemos acabar com os programas individuais para tentar criar um programa para o estado brasileiro”, destacou.

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Lula, no entanto, pediu fiscalização da sociedade para garantir o cumprimento das metas previstas no programa: "O plano só vai funcionar corretamente se a gente cumprir todos os planos e metas anunciadas pelo ministro [Sérgio Rezende, de Ciência e Tecnologia] e se a comunidade cientifica estiver vigilante 24 horas por dia para exigir que as metas sejam cumpridas".

 

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