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Deputado considera PAC abrangente, mas espera ações concretas do governo

Presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia lembra que, na política industrial, o governo Lula 'ficou devendo' em termos de ações para software e semicondutores.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

21 de novembro de 2007 - 18h14
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O PAC da Ciência e Tecnologia, lançado nesta terça-feira (20/11) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê investimentos de 41,2 bilhões de reais nos próximos três anos, foi considerado "bastante abrangente" pelo presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, deputado federal Júlio Semeghini (PSDB-SP).

O parlamentar, entretanto, afirma que, apesar de notar "um esforço grande do governo", os avanços são "tímidos e pequenos". Ele teme que, na prática, as ações deixem de acontecer.

O deputado lembrou que, na política industrial traçada na primeira gestão do governo Lula, os segmentos de software e semicondutores foram considerados prioritários, "mas o governo ficou devendo e muito em ações para essas duas áreas", ponderou.

Além disso, o governo também não tocou, até o momento, na questão dos encargos trabalhistas dos profissionais de TI para que esse segmento consiga exportar, segundo Semeghini, citando uma antiga reivindicação da indústria.

Ele informou que a comissão vai acompanhar, nos próximos dias, a publicação na internet em detalhes de todas as ações e convênios que a pasta da Ciência e Tecnologia pretende adotar para colocar o PAC na prática.

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Segundo Semeghini, para que o governo consiga atingir a meta a que se propôs, de que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento alcancem 1,5% do PIB - hoje é de menos de 1% - "tem que desonerar algumas cadeias produtivas que estão perdendo competitividade", como software e serviços, que, segundo ele, sofrem com a desvalorização da moeda americana.

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