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Thin versus Fat: O plano do Google para exterminar o Office

Por InfoWorld, EUA

26 de novembro de 2007 - 07h05
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Se e quando o Google conseguir dar vida a este eco-sistema, poderá ter uma chance real de destronar o rei Office.

Por que é difícil superar a Microsoft
Abraçar e estender. Para melhor ou para pior, este é o modus operandi da Microsoft há mais de uma década. Estrategistas da empresa identificam um padrão emergente, declaram suporte a ele publicamente e inudam o mercado com todos os tipos de extensões proprietárias para “aprimorar” o padrão.

Em alguns casos, realmente funciona para melhor. Tecnologias de hardware essenciais, como ACPI (Advanced Configuration and Power Interface), devem sua existência ao empenho da Microsoft em aprimorar a compatibilidade e a estabilidade da plataforma Windows. Em muitos outros casos, porém, as tentativas da empresa de “abraçar e estender” tiveram conseqüências desastrosas. As guerras de browser em fins dos anos 90 foram resultado direto das tentativas da Microsoft de esmagar a Netscape obrigando os desenvolvedores a escolher entre padrões incompatíveis de plug-in e tag HTML.

A pergunta agora é: a Microsoft continuará a abraçar e estender em um mundo centrado na web, no qual o tradicional modelo PC “fat client” de aplicações autônomas e dados armazenados localmente parece quase um anacronismo?

Se você fizesse a mesma pergunta enquanto chacoalha o “Magic 8 ball”, acho que a resposta seria “Outlook Bom”. Apesar do grande número de erros, a Microsoft ainda comanda o mais vasto eco-sistema de software/hardware que existe. De servidores de aplicação a utilitários de arquivo Zip, as plataformas da Microsoft são os alvos principais de todos os tipos de desenvolvedores. Muitos impérios de desenvolvimento de software comercial foram erigidos na esteira do Windows.

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Um exemplo: o Microsoft Office. A maioria das pessoas acha que os três grandes programas - Word, Excel e PowerPoint – são apenas um pacote integrado de aplicações autônomas, embora extremamente popular. Olhando com mais atenção, você vê que o Office é muito, muito mais que isso. Graças à inclusão de algumas APIs de integração robustas (Visual Basic for Applications, automação OLE e diversas interfaces add-in), o Office é, por si só, um alvo de desenvolvimento comercial.

Na verdade, uma das maneiras mais fáceis de entrar no mercado de desenvolvimento baseado em Windows é mirar no Microsoft Office. Consiga que ele faça alguma coisa nova, ou melhor, e o mundo abrirá as portas para você.

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