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Thin versus Fat: O plano do Google para exterminar o Office

Por InfoWorld, EUA

26 de novembro de 2007 - 07h05
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Obviamente, o “habitat Office” é apenas uma parte do ecossistema maior Windows. SQL Server, Dynamics, Outlook, IIS (Internet Information Services), cada um gera seu próprio campo gravitacional que ajuda a conquistas corações e mentes dos desenvolvedores comerciais. E, seja IIS com SOAP e WSDL ou SQL Server com meta-dados, cada um implementa a filosofia “abraçar e estender” de uma maneira que reforça cada elemento do eco-sistema, incluindo o Office.

Uma força que talvez seja capaz de romper esta estratégia de eco-sistema que se auto-fortalece é a web. A combinação de thin clients baseados em browser e conectividade onipresente está conspirando para usurpar uma parcela do controle da Microsoft sobre a indústria. Mas a Microsoft, por mais que pareça um monstro pesado, detectou esta ameaça e também está adotando aqui sua estratégia testada e comprovada de “abraçar e estender”. Como as criaturas lerdas dos filmes de terror, é bem possível que capture a vítima aparentemente mais veloz.

Primeiro, abraçar: a Microsoft está reagindo agressivamente às invasões do Google e outros do gênero e da startup Zoho com alguns serviços Office Live thin client para pequenas empresas, como um gerenciador de contatos e um Web site designer, além de acréscimos às suas ofertas Windows Live voltadas ao consumidor, como as ferramentas de compartilhamento de fotos e blogging.

Agora, estender: fiel às regras, a Microsoft está estendendo estes serviços Office Live e Windows Live ao vincular cada nova oferta ao sistema operacional desktop e às plataformas de aplicação tradicionais da empresa. O Windows Live Mail, Office Live Workspaces e Windows Live Writer são dirigidos ao crescente mercado de aplicações que habita o cloud. Todos são muito específicos para Windows, com arquiteturas híbridas que integram Web e desktop fortemente, com o estilo característico da Microsoft.

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Mesmo assim, o Office Live é, no máximo, apenas um tapa-buraco para um fim ainda mais ambicioso. Através da virtualização de aplicação (SoftGrid, et al.), a Microsoft poderá muito bem explorar as mesmas forças da conectividade onipresente que estão capacitando as aplicações web thin client a entregar as versões “reais” do Word, Excel, PowerPoint e o restante, em toda a sua glória fat client rica em recursos, através de uma massiva rede distribuída de servidores de streaming.

A proposta de valor da abordagem potencial da Microsoft é muito tentadora: por que optar por alguma aplicação AJAX (Asynchronous JavaScript and XML) de baixo ou nenhum custo se você pode receber o que há de mais novo e melhor da Microsoft direto no seu desktop pelo mesmo dinheiro (ou um pouco mais, dependendo do quão agressiva a Microsoft decida ser com seu plano de assinatura)? Seria um grande desafio para o Google superar.

Avaliando as chances do Google
Mesmo que a Microsoft nunca forneça o Office como serviços thin client à la Google Apps, o Google ainda não terminou. Precisa profissionalizar suas aplicações rapidamente e criar seu próprio eco-sistema thin client e suas próprias parcerias. E, apesar destes esforços necessários, o sucesso ou o fracasso do Google poderá, em última instância, depender mais dos erros e das falhas da Microsoft.

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