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Negócios
MercadoLivre espera Natal ainda mais aquecido que o varejo tradicional
Capitalizada pela abertura de capital na Nasdaq, companhia vai investir em aquisições e desenvolvimento de novos produtos.
Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
Se o varejo tradicional já fala que este poderá ser um dos melhores Natais da história, o MercadoLivre, portal de comércio eletrônico, espera resultados ainda melhores na internet.
Como explicou Stelleo Tolda, presidente do MercadoLivre, a internet vive deflação de preços por conta do crescimento dos negócios na rede mundial de computadores, aumento da competição e economia estável e, por isso, na web o desempenho deve ser ainda melhor.
A companhia, que atua em 12 países da América Latina, já superou, até setembro, o mesmo volume de transações alcançado em todo o ano de 2006: 1,1 bilhão de dólares. A empresa está confiante porque os três últimos meses do ano costumam ser também os mais aquecidos.
A companhia de comércio eletrônico recebe, em média 5% de comissão sobre o volume transaciondo em suas páginas. A partir deste ano, entretanto, ela também passou a reforçar a área de classificados online e a venda de publicidade em seu site.
"Vender publicidade foi algo que até agora fizemos muito timidamente. Não é o nosso negócio principal e nunca vai ser, mas, como envolve custos baixos, pode contribuir com a lucratividade da empresa", disse Tolda.
O MercadoLivre abriu seu capital na bolsa eletrônica Nasdaq em agosto deste ano e obteve uma captação líquida de mais de 50 milhões de dólares. Os recursos, de acordo com Tolda, serão usados em aquisições e desenvolvimentos internos de novos produtos.
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"A ação foi bem recebida", afirmou o executivo, citando que o papel foi lançado a 18 dólares e hoje é negociado a cerca de 40 dólares (cotação de abertura desta segunda-feira, 26/11). "Há uma demanda por empresas desse segmento na bolsa", afirmou.
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