Negócios
Bahia substitui iguarias culinárias por computadores nas ruas
Tendas típicas do estado serão ocupadas por computadores com acesso a internet, com objetivo de trocar sala de aula e tirar o caráter pedagógico da inclusão digital.
Por Redação do COMPUTERWORLD
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Nos tabuleiros baianos, nada de acarajé ou de vatapá. A idéia do projeto da Universidade Federal da Bahia é colocar computadores no lugar das iguarias regionais: são os tabuleiros digitais.
Eles servem para que a comunidade que freqüenta a instituição possa acessar a internet, inclusive sites de bate-papo e de relacionamento.
“Nosso objetivo é deixar os usuários acessarem o que quiserem na internet. Afinal [sites de bate-papo e de relacionamento] também são ferramentas de interação”, afirma a coordenadora do projeto, Maria Helena Bollina.
Com os tabuleiros digitais, o acarajé e o computador guardam semelhanças; assim como o prato típico da culinária baiana, a máquina fica exposta ao ar livre. A idéia é trocar o ambiente de sala de aula e tirar o caráter pedagógico dos projetos comuns de inclusão digital.
“Quando formatamos o projeto, não pensamos em ambientes fechados normais, semelhantes aos de escola. Tampouco queríamos aquele modelo ‘aço escovado’, futurista. Então trouxemos elementos de nossa cultura para a informática. Assim, ela passa a ser considerada também como algo que deve fazer parte do dia-a-dia das pessoas”, completa a coordenadora.
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Rejane Matos foi a primeira monitora do projeto. Estudante de pedagogia – setor da universidade onde está instalado -, ela se diz orgulhosa de fazer parte da iniciativa.
É muito gratificante. A idéia de fazer com que as pessoas em geral, não só da universidade, mas toda a comunidade que a cerca, tenham acesso à internet me trouxe mais familiaridade com o que seria inclusão digital.”
O projeto está em exposição no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, onde ocorre, até quinta-feira (29), a 6ª Oficina de Inclusão Digital. Mais de 1,5 mil pessoas participam das atividades, promovidas pelo Ministério do Planejamento em parceria com o governo estadual e organizações não-governamentais.
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