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Second Life: existe mesmo alguma coisa lá?
Por Computerworld, EUA
Até pouco tempo atrás, eu pensava que “Second Life”, ou “segunda vida”, era um destes lugares para onde, segundo a Bíblia, iremos depois de deixar esta vida.
Agora sei que é um lugar virtual, uma vasta coleção de elétrons em computadores espalhados pelo mundo e, mais especificamente, um estado de espírito e um local de aventura, romance, negócio e pura diversão para milhões de usuários.
Minha editora me fez ir até lá. Eu nunca teria dado maior atenção ao Second Life (SL) se ela não tivesse me pedido para escrever sobre o assunto. Eu me achava velho demais e sério demais para mergulhar em algo que eu imaginava que tinha sido criado para pessoas de vinte e poucos anos em busca de sexo virtual.
Eu tinha dois temores. O primeiro era que no SL seria convencida a revelar – talvez até inventar – segredos sobre mim mesmo que poderiam escandalizar meus vizinhos, colocar meu casamento em risco e me custar o emprego.
Meu segundo temor era que a experiência me absorvesse totalmente. Já estou à beira do vício em relação a e-mail e navegação na web e não queria ficar até as 3 da madrugada percorrendo o ciberespaço com meu avatar (psersonagem).
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Então fiz aquela clássica pergunta para a editora: onde a visão de TI corporativa se encaixa nisso? Não seria melhor escrever uma história do tipo “Como substituir o Windows pelo Linux em mil servidores sem esforço” ou “As 10 principais maneiras de classificar um arquivo VSAM”?
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