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Second Life: existe mesmo alguma coisa lá?
Por Computerworld, EUA
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Ao que a editora replicou: se Bill Gates e outros participaram de respeitáveis conferências sobre TI via Second Life e a HP realizou entrevistas de emprego em seus escritórios virtuais, é porque lá tem alguma coisa. Faça a matéria e depois cuidamos da visão.
SEGUNDA-FEIRA: Nível Um
E eu fiz. Antes, li um pouco para me informar. Descobri que existe sexo virtual no SL, sim, mas não é o principal para a maioria dos usuários. E fiquei chocado quando descobri que você pode – e é o que muita gente faz – gastar dinheiro de verdade no SL.
Quando entrei em Secondlife.com, a tipologia usada era tão pequena que não consegui ler sem ampliar duas vezes no Firefox. Portanto, ele foi projetado para a turma dos vinte e poucos anos, afinal de contas!
Cadastrei-me e baixei o software cliente. Não quis usar meu cartão de crédito não virtual para comprar a moeda virtual, batizada de “dólar Linden” por causa da criadora do SL, a Linden Research Inc., e também não quis comprar fone de ouvido e microfone, necessários para conversar com os habitantes em vez de digitar.
Deparei-me com uma lista bastante longa de sobrenomes para escolher. Depois você pode escolher qualquer nome. Passei a me chamar Icon Silverspar. Deram-me um avatar simples, baseado em sexo (masculino), mas, pelo visto, todo mundo – menos eu – muda de avatar.
Os principiantes têm que fazer quatro exercícios tutoriais simples em um lugar chamado Ilha de Orientação. Bem, três eram simples e um era impossível. Fui obrigada a telefonar para um colega pedindo ajuda, o que odiei ter que fazer.
Perdi muito tempo nesta etapa inicial e foi bastante frustrante – o mesmo que tentar fazer o Microsoft Word parar de auto-formatar irritantemente.
Mas, mesmo neste estágio inicial, tive minha primeira experiência emocional no mundo virtual. O avatar asiático feminino jovem de uma mulher que se disse chinesa apareceu para dar um oi. Trocamos algumas amabilidades até que meu telefone (real) tocou. Quando voltei para o PC, cinco minutos depois, ela havia gritado com visível frustração: “Fala comigo, por favor!” Pedi desculpas sinceras, mas ela já tinha ido embora.
Sem querer, desrespeitei a simpática mulher – pelo menos eu acho que era uma mulher – e me senti mal com isso. Mas serviu para me lembrar de uma coisa que eu acho que sabia, mas não tinha pensado mais a fundo: por trás dos avatares bidimensionais existem seres humanos de verdade.
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