Negócios
O que há de errado com o Windows Vista?
Por Redação do COMPUTERWORLD
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“É realmente um trabalho de médio e longo prazos. Máquinas e aplicações são as questões pendentes em determinadas empresas, e que demandam projetos de testes mais complexos. Mas mesmo assim, não acho que o Vista não deslanchou”, comenta Eduardo Sukarie, diretor comercial da empresa.
Hoje, a Brasoftware está trabalhando em três grandes projetos corporativos – em uma empresa com mil máquinas, outra com 1,5 mil PCs e uma terceira companhia com 2,7 mil computadores.
Entre alguns fabricantes de PCs, a procura corporativa por máquinas com Windows Vista é expressiva. A HP, por exemplo, afirma que 90% de sua lista de preços atual já é composta por equipamentos com o novo sistema operacional da Microsoft. No entanto, muitos dos que compram optam por levar também o CD com a versão do Windows XP, para fazer um downgrade caso necessário.
Lenovo, Dell e Positivo, procuradas pela reportagem, não se manifestaram sobre o assunto.“Estamos respeitando a decisão da empresa de migrar de XP Pro para Vista de forma gradual, para que a empresa tenha confiança no que é novo”, atesta Augusto Rosa, gerente de produtos da HP para Computação Pessoal em Empresas.
Leite, da Microsoft, ressalta que a possibilidade de downgrade já é algo que acontece desde a atualização do Windows 98 para o XP e que a Microsoft tem por prática ajustar suas políticas dependendo do retorno dado pelos clientes.
Na ponta dos dedos
“Minhas aplicações vão rodar no Windows Vista? Meus fornecedores vão oferecer suporte às suas aplicações se eu trocar de sistema operacional?” Essas são duas das perguntas que mais têm atormentado os usuários corporativos no momento em que precisam colocar na balança a decisão de substituir ou não o software.
Segundo o Gartner, quando está em jogo uma aplicação de missão crítica, mesmo que a resposta para a primeira questão seja “sim”, um “não” à segunda pergunta pode ser o suficiente para adiar a implementação.
Da mesma forma, o suporte do fornecedor para um novo sistema operacional também não acontece do dia para noite. Só em 2003, por exemplo, alguns usuários de aplicações verticais conseguiram suporte de seu fornecedor para aplicações sobre o Windows 2000. Leia-se apenas três anos depois do lançamento do sistema operacional.
Essas duas perguntas, além do questionamento sobre a estabilidade do sistema e segurança têm influenciado na decisão da maior parte dos CIOs brasileiros sobre a migração.
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