Negócios
Câmara aprova mudanças em voto eletrônico, mas TSE faz críticas
Uma das sugestões do relator, que é a impressão do voto, pode atrasar a votação e prejudicar a segurança, na opinião do Tribunal, devido à interferência humana.
Por Redação do COMPUTERWORLD*
Compartilhe:
A Subcomissão Especial de Segurança do Voto Eletrônico na Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (29/11) o relatório do deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), que sugere mudanças na votação eletrônica do País. O texto exige que 2% do total das urnas, escolhidos por sorteio, sejam submetidos a auditoria. A proclamação dos resultados só ocorrerá após essa auditoria, que deverá ser realizada com a participação do Ministério Público e de partidos políticos.
O relatório propõe quatro projetos para alterar a votação eletrônica, com os seguintes temas: recadastramento dos eleitores, expedição de um novo título com foto e impressão digital, possibilidade do voto em trânsito para eleitores que estiverem fora de sua seção eleitoral e impressão do voto digitado na urna eletrônica.
Para o relator Vital do Rêgo Filho, a impressão do voto eletrônico dará mais transparência e segurança ao processo eleitoral. Ele diz que o eleitor terá "a confiança e a credibilidade de saber que o que ele digitou é a verdade da sua vontade extraída no voto impresso. Os partidos poderão auditar e, principalmente, a Justiça Eleitoral ganhará cada vez mais credibilidade no processo."
TSE é contra
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, já divulgou que é contra a medida e informou que ela pode atrasar a votação e prejudicar a segurança, devido à interferência humana no processo. O tribunal considerou ainda a impressão do voto desnecessária porque, com o atual modelo, já é possível fazer a perícia dos votos.
O relator rebateu as críticas e disse que, de acordo com o texto, o eleitor não terá contato com o que foi impresso, sendo possível apenas a conferência visual do voto. Ele destacou também que esse recurso permitirá a recontagem física dos votos registrados eletronicamente, o que dará mais tranqüilidade ao TSE.
Outra sugestão do deputado determina à Justiça Eleitoral a implantação do voto em trânsito dos eleitores ausentes de seu domicílio eleitoral. "Vamos tentar implantá-lo em quatro anos. Há um processo de integração das urnas eletrônicas no País inteiro. Esse é um processo que depende muito do arsenal tecnológico de que vamos dispor."
De acordo com o deputado, o TSE já concordou, em rito próprio, avançar com o voto em trânsito. Ele acredita que esse voto será uma conquista para todos os eleitores. "Para se ter uma idéia, 9,3 milhões brasileiros deixaram de votar na última eleição."
O relator sugeriu também recadastrar os eleitores e emitir novo título eleitoral com foto e impressão digital. Pela proposta, o TSE terá quatro anos para implantar esse sistema.
Conheça outros casos de sucesso publicados pelo COMPUTERWORLD:
> Anvisa aposta em BI para melhorar a gestão da saúde
> Unilever investe US$ 400 mi para reorganizar banco de dados online
> Empresa de alimentos Marilan acelera entregas com ERP
> Petrobras consegue destaque nos EUA com sua WebTV
> Seguradora gere riscos com solução nacional
A subcomissão, ligada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, foi instalada no início deste ano para avaliar as denúncias de vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro e propor medidas para aumentar a segurança. As quatro propostas apresentadas pelo relator devem ser analisadas pela comissão e depois votadas em plenário.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


