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Negócios

HSBC aponta alto custo de profissionais de TI como desvantagem do Brasil

Secretário, entretanto, diz que ministro Miguel Jorge está comprometido com a desoneração da mão-de-obra que atua no desenvolvimento de software e serviços de TI.

Por Redação do COMPUTERWORLD*

04 de dezembro de 2007 - 13h29
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O CEO (chief executive officer) do HSBC, Jacques Depocas, disse há pouco (04/12) que o principal desafio do Brasil, para alavancar o setor de tecnologia da informação (TI) no mercado externo, é baixar o custo dos empregados. Ele disse que um profissional de TI na Índia custa 10,8 mil dólares por ano; na China, 17,7 mil; e no Brasil, pelo menos de 32,7 mil dólares.

Outra dificuldade brasileira apontada por Depocas é a falta de fluência dos empregados na língua inglesa. Mas, segundo ele, esse também é um problema na Índia. Jacques Depocas afirmou que, embora os indianos tenham o inglês como segunda língua, a maioria dos funcionários de TI não fala o idioma fluentemente.

Em compensação, a vantagem do Brasil em relação à Índia, segundo o CEO, é a maior experiência da mão-de-obra. Ele disse que o Brasil tem tradição no setor e um know-how consolidado, além de um mercado interno considerável.

Jacques Depocas participa do seminário "Exportação de Software e Serviços e Formação de Recursos Humanos em TI", promovido pela Frente Parlamentar de Informática, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e a Sociedade para o Desenvolvimento da Tecnologia da Informação (Brisa).

No seminário, o vice-presidente da empresa de tecnologia da informação CPM Braxis, Maurício Machado de Minas, também citou vantagens brasileiras para se sobressair no mercado de TI. Ele disse que o Brasil já aparece como alternativa de offshore das multinacionais por estar mais perto geograficamente e culturalmente dos EUA e da Europa do que a Índia. Segundo Minas, atualmente o setor de TI conta com 900 mil trabalhadores.

Ministério quer reduzir custo de mão-de-obra
O secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Francelino Grando, informou, no mesmo seminário, que o ministro Miguel Jorge está comprometido com a desoneração da mão-de-obra qualificada brasileira, como a que atua no desenvolvimento de software e serviço de tecnologia da informação.

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Grando disse ainda que a medida está inserida na nova política industrial do governo. Segundo ele, no entanto, a apresentação da nova política depende de definição sobre a prorrogação da CPMF e do envio da reforma tributária pelo governo ao Congresso.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Altos Custos no Brasil: Uma Falácia ?

Interessante este trecho:

"O CEO (chief executive officer) do HSBC, Jacques Depocas, disse há pouco (04/12) que o principal desafio do Brasil, para alavancar o setor de tecnologia da informação (TI) no mercado externo, é baixar o custo dos empregados."
Na Índia o custo da mão-de-obra mensal é cerca de US 900,00, na China é de cerca de US$ 1.475,00 e no Brasil é de cerca de US$ 2.725,00.
Só para se ter uma idéia, fiz uma pesquisa rápida no site americano salary.com e uma media grosseira de um dos menores salários de programadores cliente-servidor ( a URL é http://hrsalarycenter.salary.com/salarywizard/layoutscripts/swzl_localrangebell.asp?r=salswz_swzmatbll_psr&jobcode=IT10000062&jobtitle=Client%2FServer+Programmer+I&narrowdesc=&zipcode=&metrocode=&wsrcode=SW2&yearsofexp=&geo=U%2ES%2E+National+Averages&narrowcode=IT03.
O mais baixo salário-base é de cerca de US$ 44.000,00 por nao, ou seja, US$ 3.666,67.
Note que o texto fala de CUSTO e não de salário, o que significa que o salário no Brasil pode ser ainda menor que o valor de US$ 2.725,00.
Será mesmo que a mão-de-obra do Brasil é tão cara assim ?
Cordialmente,
Marcus Vinicius.
Marcus - 05 Dez 2007, 10h59
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