Negócios
HSBC aponta alto custo de profissionais de TI como desvantagem do Brasil
Secretário, entretanto, diz que ministro Miguel Jorge está comprometido com a desoneração da mão-de-obra que atua no desenvolvimento de software e serviços de TI.
Por Redação do COMPUTERWORLD*
O CEO (chief executive officer) do HSBC, Jacques Depocas, disse há pouco (04/12) que o principal desafio do Brasil, para alavancar o setor de tecnologia da informação (TI) no mercado externo, é baixar o custo dos empregados. Ele disse que um profissional de TI na Índia custa 10,8 mil dólares por ano; na China, 17,7 mil; e no Brasil, pelo menos de 32,7 mil dólares.
Outra dificuldade brasileira apontada por Depocas é a falta de fluência dos empregados na língua inglesa. Mas, segundo ele, esse também é um problema na Índia. Jacques Depocas afirmou que, embora os indianos tenham o inglês como segunda língua, a maioria dos funcionários de TI não fala o idioma fluentemente.
Em compensação, a vantagem do Brasil em relação à Índia, segundo o CEO, é a maior experiência da mão-de-obra. Ele disse que o Brasil tem tradição no setor e um know-how consolidado, além de um mercado interno considerável.
Jacques Depocas participa do seminário "Exportação de Software e Serviços e Formação de Recursos Humanos em TI", promovido pela Frente Parlamentar de Informática, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e a Sociedade para o Desenvolvimento da Tecnologia da Informação (Brisa).
No seminário, o vice-presidente da empresa de tecnologia da informação CPM Braxis, Maurício Machado de Minas, também citou vantagens brasileiras para se sobressair no mercado de TI. Ele disse que o Brasil já aparece como alternativa de offshore das multinacionais por estar mais perto geograficamente e culturalmente dos EUA e da Europa do que a Índia. Segundo Minas, atualmente o setor de TI conta com 900 mil trabalhadores.
Ministério quer reduzir custo de mão-de-obra
O secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Francelino Grando, informou, no mesmo seminário, que o ministro Miguel Jorge está comprometido com a desoneração da mão-de-obra qualificada brasileira, como a que atua no desenvolvimento de software e serviço de tecnologia da informação.
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Grando disse ainda que a medida está inserida na nova política industrial do governo. Segundo ele, no entanto, a apresentação da nova política depende de definição sobre a prorrogação da CPMF e do envio da reforma tributária pelo governo ao Congresso.


