Negócios
Carnevalli e executivos da Mude devem responder por formação de quadrilha
Acusação soma-se aos crimes de descaminho e documentação falsa, pelos quais os envolvidos no escândalo fiscal já respondiam.
Por Por IDG Now!
05 de dezembro de 2007 - 18h05
página 1 de 1
Réus da
Operação Persona, que revelou um esquema de sonegação fiscal e importação fraudulenta envolvendo executivos da fabricante Cisco, da distribuidora Mude e de outras empresas, responderão também pelo crime de formação de quadrilha.
A decisão é do juiz Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, da 4ª Vara Criminal Federal, que aceitou um pedido do Ministério Público Federal.
A relação de réus que responderão pela formação de quadrilha inclui 12 nomes, entre eles o de Carlos Roberto Carnevalli (ex-vice-presidente da Cisco para América Latina) e Moacyr Alves Sampaio, Hélio Bennetti Pedreira, Fernando Machado Grecco e Marcelo Naoki Ikeda, todos ligados à distribuidora Mude.
Além do crime de formação de quadrilha, eles também respondem na Justiça por descaminho e uso de documento falso. O juiz também aceitou o requerimento do MPF de incluir Fabio Carvalho nas denúncias.
Os réus serão interrogados entre esta quarta-feira (05/12) e sexta-feira (07/12), no Fórum Criminal Federal.
Realizada em parceria entre MPF, Receita Federal e Polícia Federal, a Operação Persona revelou a existência de um esquema de importação fraudulenta de produtos da Cisco feita em nome da distribuidora Mude que sonegava impostos de importação e permitia a venda dos equipamentos com preços menores que a média do mercado.
O esquema, que envolve no total 41 suspeitos, liderados pelo ex-vice-presidente para América Latina da Cisco, Carlos Carnevali
(que foi demitido após o escândalo), usou pequenas empresas em processos de compra e venda para camuflar a participação direta da Mude no crime.
Segundo o MPF, o processo de compra e venda de produtos nos últimos anos somou US$ 370 milhões espalhados por 16 importações fraudulentas que usaram 22 notas fiscais falsas. O esquema também evitou que US$ 1,5 bilhão fossem recolhidos pela Receita Federal vindos de impostos de importação.
Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia