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Negócios

Carnevali nega acusações no caso Cisco e diz que buscará ressarcimento

Executivo esclarece em nota oficial que está há três anos distante das práticas realizadas no Brasil e é, portanto, inocente.

Por Por IDG Now!

13 de dezembro de 2007 - 16h06
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O ex-vice-presidente da Cisco Systems para a América Latina, Carlos Carnevali, afirmou nesta quinta-feira (13/12) ser injusta a acusação de sua participação como sócio oculto da distribuidora Mude.
Em nota oficial de esclarecimento, o executivo alega que está afastado das operações da Cisco no Brasil desde 2004. "Estou, portanto, há três anos totalmente distante das práticas realizadas, neste país, pelos distribuidores da Cisco”, afirma Carnevali no documento.
Ele ressalta ainda que, desde1999, quando foi designado a redesenhar a atuação da empresa na América do Sul, já havia se distanciado da rotina da Cisco no Brasil.
Ao mencionar a acusação sobre vínculo com a Mude, Carnevali diz que “não há qualquer elemento indiciário e indicativo de tal acusação, comprovando tal fato a abertura de meus próprios sigilos fiscal e bancário.”

Carnevali disse ainda que irá buscar ressarcimento dos danos morais e patrimoniais sofridos pelas injustas acusações. O ex-vice-presidente ficou preso durante 53 dias e foi demitido após os escândalos.
A Operação Persona foi detonada pela Polícia Federal, Receita e Ministério Público em outubro para apurar esquema de fraude na importação de equipamentos.

Leia nota de esclarecimento na íntegra:

Em 1994 fui contratado pela CISCO SYSTEMS INC. para implementar a primeira sucursal da Cisco na América Latina, CISCO Brasil, em face de meu vasto conhecimento técnico e mercadológico como engenheiro eletrônico e administrador de empresas. Durante os 40 anos que acompanham minha carreira, minhas atitudes sempre foram pautadas por valores éticos e de transparência.

De 1994 até 1998, como funcionário da CISCO do Brasil, atuei no âmbito nacional, criando um significativo mercado para a empresa americana, seguindo sempre o seu modelo internacional de gestão, hierarquizado e sem autonomia. A filial brasileira sempre foi objeto de continua auditoria pela CISCO americana.
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