Negócios
Jornal afirma que Mude teria recursos de US$ 50 milhões no exterior
Companhia ainda não se manifestou, mas documentos obtidos pela Folha de São Paulo junto à Polícia Federal citam provas encontradas na casa de um diretor.
Por Por Computerworld
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Documentos encontrados pela Polícia Federal na casa do advogado José Roberto Pernomian Rodrigues, um dos diretores da distribuidora Mude, levaram a Polícia Federal a concluir que existem pelo menos US$ 50 milhões da companhia no exterior. A PF vai, agora, em busca desses recursos, de acordo com reportagem veiculada pelo jornal Folha de São Paulo.
A companhia respondia por mais de 50% dos negócios da Cisco no País, atuando como sua principal distribuidora. Uma outra reportagem, do Estado de São Paulo, afirmarava que Carlos Carnevali, ex-vice-presidente da Cisco para a América Latina, seria sócio oculto da Mude, mas o executivo divulgou nota em que nega a participação acionária.
As empresas são alvos de investigação pela Operação Persona, que veio a público no dia 16 de outubro, mas realiza investigações há cerca de dois anos pela PF e a Receita Federal para apurar suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos Cisco pela Mude.
De acordo com a reportagem da Folha de São Paulo, os documentos encontrados na casa do advogado e diretor da Mude mostram que os recursos de US$ 50 milhões seriam usados para "redesenhar a Mude".
Segundo o jornal, a distribuidora estaria prestes a ser vendida quando a Operação Persona foi detonada, em outubro. Pelos planos, a Mude seria vendida para a distribuidora Westcon por US$ 100 milhões.
Os US$ 50 milhões que a companhia supostamente deteria noi exterior seriam usados para equipar outra companhia controlada pelos mesmos sócios da Mude - a What's Up Business - para substituir a Mude no mercado.
De acordo com os documentos da PF aos quais a Folha de São Paulo teve acesso, os sócios da distribuidora teriam outros recursos no exterior não declarados à Receita Federal, já que foram encontradas listas com nomes de empresas offshore em paraísos fiscais como Ilhas Virgens Britânicas e Panamá.
Procurada pelo COMPUTERWORLD, a distribuidora Mude ainda não se pronunciou sobre a reportagem.
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