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McAfee alerta para "guerra fria online" em balanço sobre segurança

Empresa conta cerca de 120 países usando web para espionagens políticas e usa exemplos ocorridos no ano para explicar ascensão.

Por Tatiana Americano

20 de dezembro de 2007 - 08h00
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Mais de oito anos após a queda do Muro de Berlim, uma nova guerra fria pode estar em curso na economia mundial, tão silenciosa como a que separou capitalismo e comunismo na década de 80, desta vez na internet.

O "Relatório de criminologia virtual 2007" da McAfee sobre as principais ameaças de segurança de 2007 divulgado nesta quarta-feira (19/12) destaca aumento de incidentes de espionagem online envolvendo agências oficiais de governos, na maioria das vezes com o intuito de roubar dados pessoais.

"As evidências observadas pelos especialistas indicam que os governos e alguns grupos de aliados de governo já usam a Internet para espionagem e ataques virtuais à infra-estrutura nacional crítica de outros países", afirma o estudo, que aponta casos específicos nos Estados Unidos, Estônia, Índia e Austrália.

O que havia se apresentado como uma estrutura bem montada por crackers e mafiosos online para roubar dados online de usuários para fins financeiros, afirma a McAfee, vem se transformando silenciosamente, em organizações ligadas a Governos que usam técnicas hackers para obter vantagens políticas, questionando a possibilidade de estarmos em uma nova "guerra fria digital".

Segundo a empresa, já são cerca de 120 países cujos Governos vêm usando ferramentas online para fins de espionagem.

O caso da Estônia, que teve servidores governamentais, de faculdades e bancos atacados por 20 mil PCs por semanas, demonstra a ascensão de ataques ainda mais poderosos e coordenados que passam facilmente pelas proteções armadas pelo governo do país.

Por mais que a causa não tenha sido oficialmente confirmada, os ataques ocorrem simultaneamente à mudança de uma estátua soviética de uma praça para a periferia da cidade de Tallinn.

Ao mesmo tempo em que financia ataques políticos, o mercado de malware também se profissionaliza oferecer redes bots e ameaças digitais como qualquer outra empresas oferece softwares ou serviços online, avisa a McAfee.

Após o mercado underground livre de dados financeiros, como números de cartões de crédito e senhas sendo vendidas por até 1 dólar, a McAfee alerta para corporações maliciosas que oferecem aluguéis de PCs zumbi ou criam cavalos-de-tróia específicos para determinadas funções, numa espécie de "ataque on demand".

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