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Inovadores pouco festejados: 10 pessoas que moldaram a indústria de TI
O criador do símbolo @ no e-mail, o inventor do Ctrl+Alt+Del e a cientista que patenteou o 1º software: eles não são famosos, mas fizeram a diferença na história da TI.
Por Computerworld, EUA
Os nomes soam familiares como aquelas músicas que ficam martelando na sua cabeça: Steve Jobs, Andy Grove, Bill Gates, Vint Cerf... Poderíamos continuar, mas não queremos enganá-lo.
Desta vez, fizemos uma lista de nomes que você provavelmente você nunca ouviu. (Não vale ir correndo olhar o índice!) Da dupla que iniciou a revolução do chip VLSI, passando pelo homem que obteve a primeira patente de software até o cara que colocou @ no endereço de e-mail, pesquisamos em toda parte pessoas que apostamos que você ainda não conhece.
Sem estes inventores, ainda que as invenções de alguns deles sejam questionáveis (o primeiro a enviar um spam, por exemplo), teríamos uma indústria muito diferente hoje.
Falando nisso, descobrimos o verdadeiro pai da internet. Não foi Al Gore, tampouco Vint Cerf, embora o segundo tenha chegado perto. Sim, agora está na hora de ir até o índice conhecer essa turma.
E quando você terminar de ler, diga-nos, no campo de comentários abaixo, outros nomes que deveríamos incluir na lista. Lembre-se do nosso critério: contribuição gigantesca para a indústria, pouco reconhecimento.
1. Jean Bartik, programadora do computador ENIAC
Jean Bartik – nome de batismo, Betty Jean Jennings – nasceu na área rural do Missouri em 1924 e estudou em uma escola onde só havia uma sala de aula. Sempre sonhou em sair do centro-oeste e viver uma aventura no mundo.
Jean acabou realizando seu sonho. Foi uma das seis mulheres responsáveis por programar o ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer), uma máquina gigante que tinha a função de calcular a trajetória das balas na Segunda Guerra Mundial.
Também implementou o primeiro computador com programa armazenado. Ajudou o ENIAC a utilizar suas tabelas de funções para armazenar um conjunto de instruções programadas como memória só de leitura em firmware. Deu prosseguimento ao seu trabalho com o UNIVAC, um computador que era capaz de armazenar programas na memória. O UNIVAC foi o primeiro computador vendido comercialmente.
“Foi a maior aventura da minha vida. Definitivamente, eu estava no lugar certo na hora certa”, recorda.
Em 1941, ano do bombardeio a Pearl Harbor, Jean estudava matemática na Northwest Missouri Teachers College. De uma hora para outra, a faculdade ficou sem seus alunos do sexo masculino, que se juntaram à causa ou foram convocados para a guerra.
Marinheiros foram mandados à faculdade para treinamento e, “de repente, me vi rodeada por eles nas aulas de matemática”, conta Jean. “Eu era a única mulher e a única civil da turma. Dá para imaginar quanta atenção recebi!”
Mas esta atenção foi apenas o começo do que seria um trabalho transformador, repleto de realizações tecnológicas. Depois de se formar, em janeiro de 1945 – e apesar da pressão para ficar em casa e ser professora – Jean preferiu seguir o conselho de um sábio mentor. “Meu professor de cálculo me entregou uma carta de emprego de uma sociedade de matemática. Ele disse: ‘Vá para a Universidade da Pensilvânia’.”
O Aberdeen Proving Ground do exército americano tinha um projeto na Moore School of Electrical Engineering, da Universidade da Pensilvânia, e estava procurando mulheres na área de matemática. Jean foi contratada para a função de “computador” – o funcionário encarregado de calcular a trajetória das balas utilizando calculadoras matemáticas estado da arte na época.
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“Recebi 2 mil dólares por um ano, dá para acreditar?” E mais 400 dólares por trabalhar aos sábados. Mas, sendo mulher, não tinha um título profissional. “Nem as mulheres que eram Ph.D. podiam ter um título. “Era simplesmente assim.”
Dois meses depois de sair deste emprego, Jean soube de uma vaga para programador em um projeto de computador gigantesco e misterioso chamado ENIAC. Cinco mulheres foram selecionadas, mas ela acabou ficando com o emprego.
“Agora, quando leio sobre processadores e o vasto número de instruções que eles são capazes de processar em um segundo, é surpreendente”, conclui.
A Northwest Missouri State University (ex-Northwest Missouri Teachers College) mantém o Jean Jennings Bartik Computing Museum, que Jean visita com freqüência. O museu é especializado em PCs, PDP-11 e VAX da Digital Equipment Corp. e memorabilia do ENIAC, BINAC e UNIVAC.


