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Inovadores pouco festejados: 10 pessoas que moldaram a indústria de TI
Por Computerworld, EUA
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7. Ted Nelson, criador dos termos hipertexto e hipermídia
Da próxima vez que você clicar em um link online, erga uma taça virtual para Ted Nelson. O rabugento Nelson criou os conceitos e termos "hipertexto", "hipermídia", "virtualidade" e "micro-pagamento" – e fez isso em 1960.
Foi o ano em que ele pensou pela primeira vez em um documento "não seqüencial". Em seu primeiro ano como aluno de sociologia de Harvard, imaginou um sistema de computador global em rede. Vislumbrou um mundo onde os computadores pessoais seriam onipresentes e as pessoas poderiam pilotar seus próprios caminhos individualizados através da arte e da literatura mundial usando links "hipertexto" para documentos relacionados. Eles poderiam até comprar legalmente porções deles.
Nelson descreveu suas idéias em um paper para a Association for Computing Machinery em 1965. Depois, aprimorou-as nos livros Computer Lib/Dream Machines (1974) e Literary Machines (1981).
Ele não teve sucesso total. Até agora, a meta de criar uma rede literária mais completa lhe escapou. Desde 1960, chama o sistema de Projeto Xanadu e já tentou várias vezes vê-lo em plena fruição.
Mas Nelson viu muitas idéias fundamentais descritas cinco décadas atrás se materializarem diante dos seus olhos – apesar de imperfeitas.
Ele desdenha o “lixo comercial” e as interfaces toscas que vê online hoje. Em especial, fica perturbado com o modo como a Web reproduz a metáfora do papel e não entende por que o link hipertexto só funciona em uma direção. Nelson considera isso deselegante. E assume a culpa.
"Se você está falando de hipertexto mundial e indivíduos auto-publicando anarquicamente em toda parte, sim, estas foram as idéias que descrevi tantos anos atrás”, diz. Mas Nelson também se responsabiliza pelo modo simplista e descuidado com que as coisas são feitas na web.
Atualmente com 70 anos e fellow do Wadham College em Oxford, Inglaterra, Nelson conta a história sinuosa, ao mesmo tempo agradável e amarga, de como assistiu a partes do seu sonho se transformarem em realidade. "Eu tive determinadas idéias antes de todo mundo, principalmente em 1960 e 1961, quando imaginei a computação pessoal e o hipertexto mundial", diz. E acrescenta: “As pessoas levaram anos para compreender o que descrevi”.
Na década de 60, Nelson dizia para quem quisesse ouvir: “Em breve estaremos usando telas de computador interativas. E poderemos criar novas maneiras de escrever que se ramificam em todas as direções e mostram as origens de citações. Qualquer pessoa poderá publicar e citar legalmente o documento de outra pessoa qualquer, com royalty automático para cada autor quando o conteúdo é lido".
”É como uma fita?” as pessoas perguntavam depois de uma longa pausa. Elas simplesmente não compreendiam.
Nelson está decepcionado com a evolução das interfaces gráficas. Ele as define como meros derivativos de trabalho realizado quase 40 anos atrás no Xerox Palo Alto Research Center. O lema de Nelson é: "Uma interface deve ser simples a ponto de um iniciante, em uma emergência, poder entendê-la em 10 segundos”.
Mesmo assim, Nelson tem esperança – em relação ao Xanadu e à indústria de tecnologia como um todo. "Não desista”, ele aconselha. "Nunca pare de buscar algo melhor.”
Free Software
Um nome a ser colocado na matéria poderia ser o de Richard Stallman o criador da Free Software Foundation.
Thiago - 27 Dez 2007, 14h21
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