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Negócios

A briga das pequenas do ERP

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

27 de dezembro de 2007 - 09h00
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 O gerente informa, no entanto, que uma das premissas para o recrutamento dos 23 novos canais da Benner envolve a especialização das equipes comerciais por indústria. “Devemos buscar parceiros que atendam demandas de setores específicos, como a área têxtil”, informa Oliveira, que acrescenta: "A briga com as grandes empresas de ERP não pode partir de preços, pelo contrário, o calcanhar de Aquiles dos grandes concorrentes é exatamente a qualificação e a segmentação das soluções".

 Baseada nesse discurso de verticalização – repetido à quase exaustão pelas pequenas fornecedoras de ERP – a Linx Sistemas, que atua há 22 anos com soluções de gestão específicas para o segmento de moda, pretende ampliar os negócios com sua atual rede de parceiros, formada por dez canais e 15 unidades de relacionamento com os clientes.

 Para atuar de forma mais ampla no setor têxtil, a empresa focaliza o desenvolvimento de novas soluções, em conjunto com parceiros, bem como aposta na customização de pacotes, com o objetivo de atender às demandas do setor de varejo, em especial nas áreas de vestuário, calçados, presentes e moda íntima. "Essas redes de lojas ainda estão carentes de soluções customizadas", avalia Nelson Castelo Branco, gerente de marketing e alianças estratégicas da Linx Sistemas.

 Com base no crescente potencial de negócios no segmento varejista, o executivo informa também que os planos da Linx incluem o aumento de sua capilaridade, graças à incorporação de, pelo menos, cinco novos canais à sua rede de vendas indiretas, voltados a atuar no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e interior de São Paulo.

 E, assim como a Mega e a Senior Sistemas, a Linx deve fazer parte da lista dos fornecedores locais de ERP que buscam aquisições em 2008. Como parte da estratégia, Castelo Branco, revela que a companhia analisa a compra de pequenas e médias desenvolvedoras de sistemas, com faturamento anual entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões. "Vamos buscar companhias que sejam líderes em mercados regionais", aponta o executivo, afirmando que a Linx deve destinar cerca de R$ 10 milhões em recursos próprios para essas incorporações. O executivo, por outro lado, diz que não descarta modelos alternativos de capital. “Já iniciamos conversas com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), ou seja, caso surja uma oportunidade vantajosa, podemos recorrer ao financiamento”, conclui o gerente.

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