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Negócios

Segredos para motivar equipes

A disputa por profissionais qualificados no mercado de TI exige uma nova postura dos canais em relação à gestão de equipes

Por Por Denise Sammarone e Genilson Cezar

28 de dezembro de 2007 - 08h05
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Um bom salário é importante para deixar o funcionário satisfeito com seu trabalho, mas não deve ser o principal elemento de motivação das equipes. Pelo menos, segundo a avaliação de empresários e consultores especializados na área de recursos humanos e que descobriram, na prática, a importância de adaptar a gestão de pessoas aos novos cenários de mercado.

“É preciso entender as necessidades dos funcionários, não apenas em relação ao trabalho em si, mas, principalmente, no que diz respeito às suas atividades pessoais, aos seus interesses de crescimento profissional e à sua família, inclusive”, detalha Ricardo Zegaib, sócio-diretor do grupo SBR – integradora de projetos de TI, que deve faturar cerca de R$ 25 milhões neste ano. Essa visão diferenciada da equipe, que hoje conta com mais de 350 colaboradores, conta Zegaib, tem ajudado a companhia a antecipar problemas. “A idéia é que o profissional esteja tranqüilo para prestar um serviço de qualidade aos nossos clientes”, justifica o executivo.

O sócio-diretor enfatiza, contudo, que apesar do salário não ser a única forma de motivar a equipe, a SBR não subestima a importância desse quesito entre as ferramentas para gestão dos profissionais.  “Nós buscamos oferecer remunerações compatíveis com determinadas funções”, enfatiza Zegaib. Para exemplificar o cenário, o executivo cita que, atualmente, um analista de sistemas, com conhecimentos de tecnologia Java, recebe cerca de R$ 7 mil, como pessoa jurídica, na SBR. No entanto, ele afirma que, no caso de projetos complexos, esse valor pode ser acrescido em até 20%.

Zegaib informa, porém, que dentro das variáveis que compõem as ferramentas para motivação dos profissionais da integradora, o salário não representa o principal quesito. “Na escala de zero a dez, essa questão ocuparia o segundo ou terceiro lugar”, acredita o sócio-diretor, que acrescenta: “Do ponto-de-vista motivacional, estamos mais preocupados em criar oportunidades para crescimento dos profissionais dentro da organização, seja por meio da aquisição ou da reciclagem de conhecimentos e de eventuais remanejamentos de funções”.

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