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Negócios

Movimento crescente

As pequenas fornecedoras de ERP miram na verticalização das ofertas e na aquisição de empresas como forma de aumentar a presença no SMB.

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

01 de janeiro de 2008 - 00h00
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Nos bastidores do mercado brasileiro de sistemas para gestão empresarial (ERP), as pequenas desenvolvedoras de software afiam suas garras para abocanhar uma fatia dos clientes locais. Assim, a exemplo do que já tinha acontecido entre as grandes fabricantes do setor – como SAP, Oracle, Microsoft e Totvs –, as fornecedoras nacionais de menor porte iniciam um processo de expansão geográfica, de verticalização das ofertas e de consolidação.

O movimento das desenvolvedoras de menor porte tem como base as perspectivas de crescimento de negócios no mercado de pequenas e médias empresas, o SMB, as quais  já respondem por cerca de 47% das vendas da indústria de soluções para gestão no País, segundo a IDC.

Na lista das desenvolvedoras nacionais de ERP que buscam um espaço nesse mercado está a Mega Sistemas. Com uma história de duas décadas no mercado brasileiro e um faturamento anual de R$ 30 milhões, desde o início de 2007, a companhia reforçou seu tradicional portfólio de produtos – até então focado na área de construção civil e de indústria – com pacotes específicos para os segmentos de transportes e de agronegócios.

Wladmir Eduardo Scaravalli, diretor comercial da Mega, conta que essa verticalização deve incluir também os ramos de alimentos e de metalmecânica. E, segundo ele, vem responder à própria demanda não atendida pelas grandes fornecedoras de ERP. "Por mais que essas empresas mirem nas necessidades específicas dos setores, os chamados ‘pacotões’ que elas oferecem são engessados demais para serem customizados dentro do custo aderente aos recursos das empresas de menor porte", analisa Scaravelli.

Também como parte da estratégia de conquistar essa fatia do SMB, o diretor revela que a companhia prepara a expansão geográfica de suas ofertas, graças ao aumento da atual rede de canais, formada por 16 revendas e responsável por aproximadamente 50% da receita da fornecedora. O objetivo, revela Scaravelli, envolve a incorporação de seis novos parceiros, de preferência, provenientes das principais capitais da região Nordeste do Brasil. 

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