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Banda larga para todos ainda é realidade distante, diz especialista

Diretor do Ipso lembra que os preços no Brasil são cerca de 1.300% mais caros que em países da Europa porque a tecnologia ainda não está difundida.

Por Redação do COMPUTERWORLD*

07 de janeiro de 2008 - 09h15
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A proposta do governo federal de expandir o serviço de internet banda larga a todos os municípios brasileiros até 2010 ainda é uma realidade distante. A avaliação é do diretor de tecnologia e projetos do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso), Carlos Seabra.

“Para se ter uma idéia, nós pagamos por uma mesma conexão cerca de 1.300% mais caro do que paga alguém em uma conexão na Europa, porque isso ainda não está difundido”. Seabra explica que, no Brasil, as empresas que oferecem o serviço de banda larga cobram da população todo o investimento feito em um setor ainda pouco desenvolvido.

Para este ano, a proposta do Ministério das Comunicações é levar a internet banda larga a 20% dos municípios até junho, construindo uma rede pública de alta velocidade para atender escolas, hospitais, delegacias, postos de saúde e associações comunitárias.

“As condições no nosso País ainda estão muito longe do ideal, não só porque a maior parte dos municípios ainda não possui banda larga como porque o que é chamado de banda larga, na verdade, ainda é uma banda muito estreita”.

Seabra garante que todas as grandes capitais do Brasil, hoje, possuem o serviço por telefonia ou por cabo, mas lembra que, mesmo nos grandes centros, a tecnologia deixa a desejar. “São velocidades infinitamente inferiores às oferecidas em países europeus ou nos Estados Unidos”.

Ele destaca, entretanto, o interesse e a facilidade da população brasileira no acesso à internet como pontos positivos para o processo de expansão do serviço.

“A gente vê um morador de periferia de uma cidade pobre e cheia de carências. Na hora em que ele senta na frente de um computador e aprende a manusear, vira um usuário como poucos no mundo. Parece que está no sangue do brasileiro”.

Seabra reforça que, apesar da série de iniciativas propostas pelo governo federal, as medidas ainda são insuficientes para permitir o acesso a todos. Uma questão importante e positiva para a expansão, segundo ele, é o baixo preço cobrado pelos computadores diante da política de redução de impostos no país.

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“Acho que tem sido desenvolvida uma política no sentido de popularizar e viabilizar o acesso da cidadania à tecnologia. Ainda estamos longe disso, mas o caminho está dado. Até porque as forças de mercado também vão nesse sentido. Toda a lógica capitalista de mercado vai nessa direção, do acesso à tecnologia uma das garantias da moderna cidadania”.

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