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Após licença remunerada, Carnevali Júnior anuncia saída da Cisco

Executivo é filho do diretor responsável por implementar a filial da Cisco no Brasil que foi demitido da companhia após os escândalos da Operação Persona.

Por Por Taís Fuoco, do Computerworld

11 de janeiro de 2008 - 10h49
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O executivo Carlos Carnevali Júnior informou que pediu seu desligamento da Cisco. Colocado em licença remunerada desde novembro passado, ele é filho de Carlos Carnevali, responsável por implantar a filial da companhia americana no Brasil, em 1994, e demitido também em novembro , após os desdobramentos da Operação Persona.

Segundo a nota enviada ao COMPUTERWORLD pelo próprio Carnevali Júnior de seu e-mail pessoal, ele rescinde seu contrato com a empresa depois de oito anos de trabalho, período em que ocupou diversas funções.

Quando foi colocado em licença remunerada, ele respondia pela direção de vendas da companhia e, de acordo com o comunicado distribuído pela Cisco Brasil na época, a decisão de afastá-lo foi baseada "nas descobertas preliminares no processo de investigação interna em andamento".

Uma reportagem da Folha de São Paulo afirmava, com base em conversas telefônicas obtidas pela Polícia, que Carnevali Júnior negociou doações ao Partido dos Trabalhadores (PT) em troca de favorecimento da companhia em licitações públicas.

Na nota enviada ontem (10/01), o executivo diz que neste momento está "concentrado em novos desafios profissionais e altamente motivado para avançar na minha carreira". Em nenhum momento ele cita a Operação Persona ou o nome de seu pai.

A Operação Persona veio a público em 16 de outubro do ano passado e envolve uma investigação conjunta entre Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal sobre um suposto esquema fraudulento de importação de equipamentos. No mesmo dia, Carlos Carnevali, assim como outros diretores da Cisco e da distribuidora Mude, foram detidos.

Entre os crimes pelos quais o pai de Carnevali Júnior, diretores e sócios da distribuidora Mude e fiscais da própria Receita ainda respondem estão os de descaminho (importação fraudulenta), formação de quadrilha e uso de documento ideologicamente falso.


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