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Decisão antifraude do Citibank gera dúvidas sobre sua saúde financeira

Sem maiores explicações, o banco reduziu o limite de saque de alguns clientes em Nova York, levantando suspeitas de que a decisão estaria relacionada a problemas financeiros.

Por Computerworld, EUA

11 de janeiro de 2008 - 09h05
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Um porta-voz do Citibank nos Estados Unidos desmentiu nesta quinta-feira (10) as sugestões de que a decisão de reduzir os limites diários para saques em suas ATM teria relação com a reserva de caixa da instituição. Ao contrário, segundo Robert Julavits, a mudança teria sido realizada exclusivamente para proteger seus clientes de ações fraudulentas em caixas eletrônicos de Nova York.

“Fizemos isso para proteger nossos clientes”, disse Julavits, acrescentando que não há nenhuma relação entre a situação financeira do banco e a sua ação.

Em meados de dezembro, o Citibank decidiu reduzir os limites de saque para alguns de seus clientes. Mas a decisão só veio à tona na semana passada, quando o jornal Daily News, de Nova York, publicou a notícia.

Até então a única explicação oficial para a decisão veio em um comunicado de dois parágrafos emitido pelo banco, dizendo que o Citibank havia “temporariamente baixado os limites de alguns poucos clientes por conta de atividades fraudulentas isoladas”. A instituição também não explicou porque a redução aconteceu apenas para alguns clientes, e não todos eles. 

A pouca informação divulgada pelo Citibank acabou gerando preocupação entre blogueiros, que questionam o real motivo para a decisão, especialmente por conta dos problemas financeiros vividos pelo Citibank.

Por exemplo, a The Market Oracle, uma publicação online sobre serviços financeiros do Reino Unido, expressou dúvidas sobre as explicações do Citibank a respeito das atividades fraudulentas em ATMs. “A decisão parece ter mais relação com a necessidade de reduzir retiradas de dinheiro”, dizia o site.

Além disso, diversos leitores, em resposta a um artigo do EconomicsBriefing.com, expressaram a mesma dúvida. Um post anônimo, por exemplo, sugeria que é mais provável que “o Citi esteja enfrentando dificuldades para atrair capital e, portanto, estaria passando a dificuldade para seus clientes”.

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Avivah Litan, a analista do Gartner, afirma que uma teoria plausível seria a de que as ATMs em Nova York estariam sujeitas a ataques a seu software. “Isso já aconteceu antes com algumas marcas e tipos de máquinas ATM”, justificou. “Então o Citi teria decidido reduzir os estragos ao limitar os saques de seus clientes.”

 

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