Negócios
Santa Catarina sanciona lei de inovação
Entra em vigor no estado lei que vai incentivar a promoção da inovação em empresas e conta com o apoio de centros de pesquisa e universidades.
Por Por Luíza Dalmazo, do Computerworld
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O estado de Santa Catarina terá, a partir desta terça-feira (15/11),
uma lei de incentivo à promoção da inovação em empresas e contará com
apoio de centros de pesquisa e universidades. O projeto de lei foi
aprovado no final de 2007 pela Assembléia Legislativa, será sancionado
pelo governador Luiz Henrique da Silveira na capital Florianópolis.
A
lei trata dos incentivos à pesquisa científica, tecnológica e à
inovação no ambiente produtivo, e segue os princípios da lei federal
número 10.973, de 2004, mas com particularidades que atendem ao setor
produtivo catarinense.
O texto do projeto de lei apresentado à
Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina partiu de uma série
de reuniões entre os empresários, universidades, centros de pesquisa e
o governo estadual, coordenados pela Fundação de Apoio à Pesquisa
Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Entre
as diretrizes estabelecidas pela lei, além do estímulo à inovação,
estão previstos a criação do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e
Inovação de Santa Catarina, que será responsável por articular as
políticas de incentivo a esta área e a implantação de núcleos de
inovação tecnológica nas empresas e instituições.
Segundo a
Fapesc, a lei catarinense qualifica o Estado a atuar mais na execução
do chamado PAC de Ciência e Tecnologia, do Governo Federal, que acena
com recursos de 41 bilhões de reais.
Uma das principais
conquistas destacadas pelas autoridades catarinenses é a obrigação do
governo em destinar 2% das receitas líquidas do Estado para a Fapesc e
Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa
Catarina), com o objetivo de exatamente fomentar a pesquisa científica,
tecnológica e agropecuária.
Os 2% já era uma determinação da
constituição do Estado, no artigo 183, mas que encontrava dificuldades
de ser implementada por não definir o destino dos recursos.
Para
os empresários do setor de tecnologia da informação e comunicação de
Santa Catarina, a participação do Estado em fundos de aval, garantia ou
de investimentos, um dos grandes diferenciais da lei catarinense, é uma
das principais conquistas.
A participação econômica de um
pesquisador público nos ganhos resultantes de contratos de pesquisa por
instituições científicas e tecnológicas do Estado também é uma vitória
para o setor, aponta o Conselho de Entidades de Tecnologia da
Informação e Comunicação de Santa Catarina (Cetic-SC) e da Associação
Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate).
Para o presidente da Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações do Estado de Santa Catarina (Sucesu-SC), Heitor Blum S.Thiago, a lei deve dinamizar a relação entre universidades, institutos de pesquisa e setor produtivo. Para ele, a criação de empresas inovadoras e a transferência do resultado da pesquisa financiada pelo poder público para a indústria será um dos principais impactos da lei.
O empresário Moacir Marafon, presidente do Sindicato das Empresas de Informática e Processamento de Dados da Grande Florianópolis (SEPD), acredita no potencial da lei para ampliar o segmento de tecnologia da informação e comunicação de Santa Catarina.
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