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Negócios

Tese sobre a morte do departamento de TI é exagerada, dizem profissionais

Por Network World, EUA

14 de janeiro de 2008 - 08h05
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Um leitor anônimo não acredita que esta grande transformação prevista por Carr acontecerá. "As empresas investiram centenas de milhares ou até mesmo milhões de dólares em infra-estrutura. Simplesmente vão jogar tudo fora? Duvido muito… Muitas empresas, inclusive a minha, jamais confiarão seus dados a uma solução de utility computing, também conhecida pelo nome de Google. Downsizing sim, mas morte do departamento de TI, não acredito nisso."
 
"Trabalhei para inúmeras organizações que achavam que terceirizar TI era a chave para o sucesso, e elas fracassaram em todos os aspectos", afirma o leitor Andrew van der Stock. "Nossos dispositivos e estilos de computação vão mudar (veja Salesforce.com etc.), mas a necessidade de gerenciar centralmente os muitos dispositivos que a empresa possui não desaparecerá."
 
Não é a primeira vez que Carr atrai a ira dos profissionais de TI. Em 2003, publicou um ensaio provocador na Harvard Business Review intitulado "IT Does Not Matter" ("TI Já Não Importa"). Neste artigo, Carr afirmou que os investimentos em TI não tinham conseguido proporcionar vantagem estratégica para as empresas porque tão logo uma empresa adotava uma tecnologia nova, seus concorrentes faziam o mesmo.

Carr está provocando mais uma vez com seu novo livro, no qual defende que o modelo de utility computing substituirá os departamentos de TI corporativos do mesmo modo que as companhias de energia elétrica substituíram as estações de força gerenciadas por fabricantes nos primórdios do século 20.

Segundo Carr, para as empresas é mais eficiente comprar serviços de utility computing via internet do que operar seus próprios data centers e suas próprias infra-estruturas de rede. "Idéia interessante, sem dúvida, mas só vou acreditar vendo", afirma Jon Allred.

"O fato é que as necessidades de TI de uma empresa são bem mais complexas do que um gerador de eletricidade. Tanto assim que a idéia como um todo está mais próxima de uma polêmica política pró-outsourcing do que de uma avaliação honesta do estado da infra-estrutura de TI corporativa."

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