Negócios
Tese sobre a morte do departamento de TI é exagerada, dizem profissionais
Por Network World, EUA
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Carr também prevê o fim da profissão de TI enquanto carreira lucrativa, exceto para quem queira trabalhar para os fornecedores de serviços. Segundo Carr, os profissionais de TI de uma empresa estão indistinguíveis dos de outras e eles se dedicam principalmente a executar tarefas de manutenção, ao invés de desenvolver aplicações.
Para os profissionais de TI, trata-se de uma acusação absurda. "Discordo totalmente da afirmação idiota de que TI morreu", escreve um anônimo. "Na realidade, ela terá uma participação muito maior no futuro mundo dos negócios. Sim, utility computing desbancará muitos dispositivos para o usuário final atuais, PCs etc., mas não tem nada a ver com os dados e serviços ofertados que são utilizados pelo negócio e pela indústria."
Carr também sustenta que as empresas não irão mais precisar de uma legião de técnicos e antevê apenas um indivíduo gerindo uma operação de computação corporativa inteira. Os profissionais de TI que estão fazendo comentários sobre o livro de Carr não parecem muito preocupados com seus empregos.
"Sempre haverá demanda por aquele molho secreto e pela equipe de especialistas necessária para idealizá-lo e prepará-lo – sem outsourcing aqui", declara um anônimo. "Sem contar que é muito mais divertido".
"TI importa", afirma Tom M. "É o que permite que seus iPhones e BlackBerries recebam aqueles relatórios noturnos. Não somos trabalhadores diários acostumados a fabricar suas roupas. Criamos o mundo eletrônico que circunda você e existiremos por muito tempo, acrescentando ao seu precioso brinquedo novo aquele recurso novo que você precisa ter."
Um pequeno número de leitores de Network World concorda com as previsões otimistas de Carr para utility computing. "O autor destaca diversos fatores que ajudarão a mover a computação para o ‘cloud’ e diminuir a relevância de TI", diz o leitor Tom Clement.
"Eu acrescentaria que a emergência de serviços web baseados em padrões e de mecanismos de orquestração (isto é, BPEL) possibilita, cada vez mais, que funções fora da área de TI montem aplicações capazes de atender suas próprias necessidades sem precisar envolver TI."
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