Negócios
MCT prevê que mercado local de TI cresce e sobre falta de especialistas
Órgão do governo federal aponta que aumentos do mercado nacional é 7% maior que o do restante do mundo e em médio prazo haverá carência de 3 milhões de pessoas.
Por Redação do COMPUTERWORLD
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O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) estima o crescimento da área de tecnologia da informação (TI) no País em 10% ao ano na próxima década, contra 3% no resto do mundo. Apesar de todo o potencial de expansão, o órgão aponta que cada vez menos jovens se interessam pelo setor.
Assim, surge uma grande questão do mercado, “a carência de profissionais”, que já sofre com a falta de mão-de-obra qualificada. O professor do Departamento de Ciências da Computação e Estatística da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, José Carlos Maldonado, presidente da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), ressalta que a formação de recursos humanos está entre as principais preocupações da SBC. “O MCT estima que o setor, a médio prazo, terá um déficit de 3 milhões de profissionais.”
O Brasil tem hoje 51 programas e 66 cursos de pós-graduação na área de ciência da computação, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação.
De acordo com Maldonado, a cifra indica um crescimento de 200% nos últimos dez anos. “O problema é que o decréscimo na demanda pelos cursos de graduação se reflete também na pós. Alguns cursos de mestrado estão prestes a fechar as portas por falta de demanda”, disse o professor, que também é um dos coordenadores da área de computação na Fapesp.
Embora a pós-graduação tenha crescido expressivamente, o país forma apenas cerca de cem doutores por ano na área de TI. A SBC identificou a necessidade de uma ação política e educacional ampla, capaz de restituir o interesse no setor.
A área é considerada estratégica dentro do plano de ação do Ministério da Ciência e Tecnologia para o período 2007-2010, conhecido como PAC da C&T.
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Para avaliar as estratégias locais, foi feita uma comparação entre as diferentes práticas de países, como Japão, Coréia do Sul e Chile, a fim de avaliar a possibilidade de identificar comportamentos gerais que possam inspirar uma estratégia nacional brasileira.
O Japão e a Coréia do Sul aparecem como paradigmas de políticas de TI bem-sucedidas. Ambos têm sistemas de inovação sofisticados e articulação institucional muito sólida, além de histórico de interação entre governo, setor privado e sociedade. Mesmo com objetivos muito distintos.
Na América do Sul, o Chile, está em processo de desenvolvimento, com ações especialmente voltadas à aumentar a competitividade das empresas pelo uso de TI, tornando o país atraente para offshoring (deslocamento de processos de negócios de um país a outro), segundo o MCT.
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