Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Negócios

MCT prevê que mercado local de TI cresce e sobre falta de especialistas

Órgão do governo federal aponta que aumentos do mercado nacional é 7% maior que o do restante do mundo e em médio prazo haverá carência de 3 milhões de pessoas.

Por Redação do COMPUTERWORLD

15 de janeiro de 2008 - 16h25
página 1 de 1

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) estima o crescimento da área de tecnologia da informação (TI) no País em 10% ao ano na próxima década, contra 3% no resto do mundo. Apesar de todo o potencial de expansão, o órgão aponta que cada vez menos jovens se interessam pelo setor.

Assim, surge uma grande questão do mercado, “a carência de profissionais”, que já sofre com a falta de mão-de-obra qualificada. O professor do Departamento de Ciências da Computação e Estatística da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, José Carlos Maldonado, presidente da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), ressalta que a formação de recursos humanos está entre as principais preocupações da SBC. “O MCT estima que o setor, a médio prazo, terá um déficit de 3 milhões de profissionais.”

O Brasil tem hoje 51 programas e 66 cursos de pós-graduação na área de ciência da computação, segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação.

De acordo com Maldonado, a cifra indica um crescimento de 200% nos últimos dez anos. “O problema é que o decréscimo na demanda pelos cursos de graduação se reflete também na pós. Alguns cursos de mestrado estão prestes a fechar as portas por falta de demanda”, disse o professor, que também é um dos coordenadores da área de computação na Fapesp.

Embora a pós-graduação tenha crescido expressivamente, o país forma apenas cerca de cem doutores por ano na área de TI. A SBC identificou a necessidade de uma ação política e educacional ampla, capaz de restituir o interesse no setor.

A área é considerada estratégica dentro do plano de ação do Ministério da Ciência e Tecnologia para o período 2007-2010, conhecido como PAC da C&T.

Série de Reportagens: Carreira em 2012
> Carreira 2012: Como será o profissional de TI em 5 anos?
> Carreira 2012: O profissional do futuro para a Accenture
> Carreira 2012: O profissional do futuro para a IBM
> Carreira 2012: O profissional do futuro para CIO e headhunter
> Carreira 2012: O profissional do futuro para o Google

Para avaliar as estratégias locais, foi feita uma comparação entre as diferentes práticas de países, como Japão, Coréia do Sul e Chile, a fim de avaliar a possibilidade de identificar comportamentos gerais que possam inspirar uma estratégia nacional brasileira.

O Japão e a Coréia do Sul aparecem como paradigmas de políticas de TI bem-sucedidas. Ambos têm sistemas de inovação sofisticados e articulação institucional muito sólida, além de histórico de interação entre governo, setor privado e sociedade. Mesmo com objetivos muito distintos.

Na América do Sul, o Chile, está em processo de desenvolvimento, com ações especialmente voltadas à aumentar a competitividade das empresas pelo uso de TI, tornando o país atraente para offshoring (deslocamento de processos de negócios de um país a outro), segundo o MCT.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld