Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Negócios

Podem os Macs conquistar as corporações?

Custos de suporte, falta de aplicativos de gestão, preocupações com o legado e a falta de uma estratégia definida ainda impedem as companhias de adotar o Mac em larga escala.

Por Computerworld, EUA

16 de janeiro de 2008 - 07h22
página 1 de 9

Se a Apple fosse um time de futebol americano, o New England Patriots teria forte concorrência este ano. O fabricante é o invicto “king of cool” nos mercados de produtos eletrônicos de consumo e computadores domésticos. Está avançando rapidamente no mercado mais amplo da computação pessoal e usufruindo um ressurgimento de popularidade em nichos tradicionais do Macintosh, como os departamentos educacional, de marketing e de criação.

Com todo este pique, você pensaria que o Mac está pronto para vir por trás e conquistar a corporação. Neste campo de jogo, porém, a Apple ainda está na primeira jogada em sua própria linha de 10 jardas.

É uma ironia, já que o interesse corporativo por um papel mais abrangente para os Macs está crescendo drasticamente entre os executivos de TI, impulsionado por mudanças no que o Mac tem a oferecer, pelo sucesso da Apple no mercado de consumo e em seus outros nichos e pela tendência corporativa de que, graças à virtualização e à migração para aplicações baseadas na web, o controle do Windows sobre o desktop talvez esteja começando a perder um pouco de força.

“Ouço cada vez mais perguntas sobre a possibilidade de trazer Macs para a corporação e o que isso exigiria”, diz Tim Bajarin, presidente da empresa de consultoria estratégica Creative Strategies. Charles Smulders, analista da Gartner, também viu um aumento substancial de perguntas de clientes corporativos sobre o Mac.

Só há um problema: “A Apple lhe dirá que está focada no mercado corporativo comercial, mas, no fim das contas, não é uma grande prioridade para eles”, observa David Daoud, analista da IDC. Um porta-voz da Apple disse que a empresa suporta clientes corporativos, mas recusou-se a informar uma estratégia corporativa, afirmando apenas que a Apple “tende a enfocar o produto, não a estratégia por trás dele”.

Esta ambivalência é uma preocupação para gerentes de TI como Dale Frantz, CIO da Auto Warehousing Co. (AWC), que no ano passado deu início a um projeto corporativo de migração para Macs em 23 locais. “Eu diria que o maior ponto fraco no momento é a falta de uma estratégia corporativa coesa da parte da Apple.”

Excetuando-se algumas grandes empresas de mídia e publicidade, as corporações não são um dos mercados principais da Apple. Segundo Bajarin, a Apple “não tem a pretensão de que a próxima montanha a conquistar é a corporação”.

Outros destaques do COMPUTERWORLD:
> Microsoft compra 1,6% do Facebook por US$ 240 milhões
> Agência de marketing digital aQuantive é comprada por US$ 6 bi
> Conheça 25 empresas que podem ser o novo 'YouTube'
> eBay compra a StumbleUpon, rede social de favoritos, por US$ 75 mi
> Google compra o portal de vídeos YouTube por US$ 1,65 bilhão

A atitude da Apple é simples, diz Charles Edge, diretor de tecnologia da 318 Inc., empresa de consultoria em TI. “A estratégia deles é criar um computador fantástico compatível com padrões. Se as empresas quiserem utilizá-lo, ótimo, se não quiserem, tudo bem também.”

1 2 3 4 5 ... 9 Próximo
Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld