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Symetrix terá fábrica de semicondutores no Brasil

Companhia vai iniciar a construção da planta em 90 dias. Enquanto isso, pretende terceirizar a produção local com Fujitsu, Texas Instruments e Panasonic.

Por Fernanda Ângelo, especial para o COMPUTERWORLD

16 de janeiro de 2008 - 07h30
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O Brasil foi escolhido pela Symetrix Corporation, empresa criadora de tecnologias para chips e leitores de cartões, para a construção da primeira fábrica de semicondutores do grupo na América Latina. O projeto da fábrica foi apresentado nesta terça-feira (15/01) ao Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Resende, com a presença dos principais executivos da empresa.

Em entrevista ao COMPUTERWORLD, Carlos Araújo, diretor técnico da empresa, contou que a construção da fábrica no Brasil está definida. Agora a companhia conversa com o representantes estaduais e governo para definir o local mais adequado para a instalação da planta. "Estamos analisando os incentivos fiscais e características de cada região", revela Araújo. Segundo ele, a decisão estaria entre Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

O executivo revela que a idéia era inicialmente fabricar apenas cartões e leitores no País. Mas o tamanho do mercado viabilizou a construção da fábrica para a produção também dos chips, que utilizam uma tecnologia que até agora a Symetrix só oferece no Japão. "Trata-se de um chip que vai embutido nos cartões de crédito e funciona sem nenhum contato físico com equipamentos leitores. A leitura se dá pelo ar", explica.

Enquanto constrói sua fábrica, a Symetrix vai terceirizar a produção local com a Fujitsu, Texas Instruments e Panasonic, está última já sua parceira no Japão. A fábrica própria deve começar a ser construída em 90 dias e em um ano a planta da Symetrix deve começar a operar.

"A primeira fase, que deve durar dois anos, produzirá aproximadamente 100 milhões de unidades/mês", revela Araújo, acrescentando que o investimento da empresa no projeto de produção local deve bater a casa de 1 bilhão de dólares. De acordo com Araújo, as vendas anuais devem passar de 200 milhões de dólares no primeiro ano, para mais de 1 bilhão em 2010, quando a fase dois for iniciada.

Os planos da Symetrix também incluem a exportação de semicondutores para os Estados Unidos. "Exportaremos para os Estados Unidos, de olho no mercado de etiquetas eletrônicas", afirma Araújo.

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