Negócios
IBM cresce mais fora dos EUA
Mercados emergentes alavancam as vendas da Big Blue, mas analistas discutem se eles serão à prova de recessão para outras companhias.
Por Computerworld, EUA
O relatório apresentando os resultados do terceiro trimestre fiscal da IBM não falou apenas de números. Ele foi também um documento em defesa da globalização, onde a companhia descreve as oportunidades existentes em mercados emergentes como o equivalente à corrida do ouro ocorrida na Califórnia no século XIX.
Tanto é assim que Mark Loughridge, CFO (Chief Financial Officer) da IBM, fez questão de garantir que ninguém perdesse a comparação, feita durante o anúncio dos resultados da companhia na última quinta-feira. Ele usou o termo “corrida do ouro” em três ocasiões diferentes, chamando de “corrida do ouro virtual” e “corrida do ouro do século XXI” o contexto criado por países ansiosos por construir suas infra-estruturas com tecnologias modernas. Estes seriam os mesmos países que estão tirando vagas de TI dos EUA, graças à consolidação do offshoring.
A IBM baseou suas afirmações em números, mostrando que 65% de suas vendas são feitas hoje fora dos EUA, com países emergentes crescendo na casa dos dois dígitos. No ano calendário de 2006, os negócios fora dos Estados Unidos representaram 60% do faturamento da companhia.
Outro exemplo: no último trimestre, a IBM fechou um contrato de serviços de 1,4 bilhão de dólares somente na Índia e suas vendas chegaram a 28,9 bilhões de dólares, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
Mas estes mercados emergentes continuarão em crescimento mesmo com a crise econômica nos Estados Unidos? Baseada em suas previsões, a IBM está confiante no sucesso, que deve exceder as expectativas dos analistas para o período que vai até 2010.
A confiança vem de países como a Malásia, Polônia, África do Sul, Equador “e dezenas de outros no mundo, com uma demanda insaciável criada pela classe média por estruturas públicas e privadas que suportem um explosivo crescimento econômico”, disse Loughridge.
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Em visita à Índia na semana passada, Sebastian Teunissen, professor da Universidade da Califórnia, pôde ver por si mesmo a vibração da atividade econômica. O professor visitou uma série de empresas indianas e viu muitos produtos de TI norte-americanos, particularmente PCs. “Há uma quantidade enorme de pessoas famintas por tecnologia”, disse.
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