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Negócios

A internet caiu. E agora?

Executivos não conseguem perceber o quão dependentes se tornaram da rede para e-mail, colaboração, e-commerce, contatos com o público e internos e recuperação de informação.

Por Computerworld, EUA

28 de janeiro de 2008 - 08h05
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É provável que, em breve, a internet enfrente um colapso catastrófico, uma paralisação por muitos dias, que custará bilhões de dólares à economia dos Estados Unidos. Ou não. De qualquer forma, a maioria das empresas não está preparada para esta possibilidade. Mas algumas estão.

Estas mensagens díspares vêem de fontes confiáveis. A confusão se origina, em parte, do fato de que a internet nunca sofreu nada pior do que paralisações locais e reduções breves de velocidade. Mas poderia sofrer? E, neste caso, até que ponto sua empresa estaria preparada?

A Business Roundtable, associação de CEOs de grandes empresas norte-americanas, classifica a ameaça como “imediata e real”. Segundo o grupo de apoio a políticas públicas sediado em Washington, existe entre 10% e 20% de chance de um “colapso da infra-estrutura crítica de informação” nos próximos 10 anos, causado por “código malicioso, erro de codificação, desastres naturais ou ataques de terroristas e outros adversários”.

Um colapso da internet resultaria em perda da produtividade e da lucratividade, queda dos preços de ações, diminuição dos dispêndios do consumidor e, possivelmente, crise de liquidez, de acordo com relatório recente divulgado pela Business Roundtable. A organização baseou suas conclusões em análises de risco anteriores conduzidas pelo Fórum Econômico Mundial em Genebra.

Para Tom Lehner, diretor de políticas públicas da Business Roundtable, os executivos de empresas, com freqüência, não conseguem perceber o quão dependentes se tornaram da rede pública — para e-mail, colaboração, e-commerce, web sites de contato com o público e internos e recuperação de informação por funcionários.

Ele observa também que os planos de recuperação de desastre e continuidade do negócio, muitas vezes, não levam em conta a ameaça que uma paralisação da internet representa para uma empresa e seus fornecedores. Além do mais, segundo Lehner, os executivos corporativos costumam acreditar, equivocadamente, que o governo assumirá a liderança na restauração de serviços de rede em caso de falha da internet.

O que Lehner e outros queriam, com este relatório, é dizer aos CEOs: “Talvez vocês não percebam que segmentos inteiros de sua empresa são quase que totalmente dependentes da internet, e não basta ter alguns especialistas de TI para ajudar a reagir a problemas à medida que eles aparecem”.

Avaliação do risco
Stephen Crocker, pioneiro na internet e chairman do Security and Stability Advisory Council da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), tenta se equilibrar entre o cenário “Chicken Little, as coisas estão terríveis” e uma visão da internet à la “Poliana, o mundo é maravilhoso”.

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