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Analista explica diferença em número de iPhones vendidos

Alguns analistas sugeriram que a Apple teria mascarado números das vendas do iPhone, mas Ezra Gottheil explica que muitos teriam sido desbloqueados ou estariam em estoque.

Por Computerworld, EUA

29 de janeiro de 2008 - 13h02
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As estimativas de que estariam “faltando” 1,4 milhão de iPhones no balanço da Apple pela contabilidade feita por alguns analistas pode estar equivocada, segundo Ezra Gottheil, analista da Technology Business Research. Para ele, as especulações sobre eventuais aparelhos que não teriam sido contabilizados desconsideram que o mercado móvel é apenas uma parte de todo o negócio da Apple.

“Analistas financeiros têm prestado muita atenção aos números do iPhone”, diz Gottheil. “É evidente que a receita informada à Apple pelos provedores de serviços móveis interfere nos números da empresa. Mas se olharmos para a Apple, ela é uma empresa solidamente lucrativa, independentemente do iPhone. O produto apenas a eleva a um outro nível.”

Gottheil fez a afirmação em resposta aos cálculos divulgados na semana passada por Toni Sacconaghi, analista da Bernstein Research. Sacconaghi usou o número de 3,7 milhões de iPhones, que a Apple afirmou ter vendido, e os mais de 2 milhões de ativações mencionados pela AT&T para concluir que cerca de 1,4 milhão de aparelhos estariam ainda em inventário ou teriam sido desbloqueados para funcionar com outras operadoras. 

“Alguns iPhone (não se sabe ao certo quantos) estão sendo desbloqueados pelos compradores, enquanto outros, um número grande deles, são desbloqueados para as revendas”, disse Gottheil nesta segunda-feira (28/01).

“Alguns estão em inventário. Outros serão devolvidos. E outros ainda são utilizados para funções além do telefone, com tocadores de música, até que os proprietários consigam mudar seus contratos junto às operadoras”, observa o analista da Technology Business Research. “Não sabemos as proporções.”

No entanto, ele concordou com a importância dos cálculos recentes. “Não é perda de tempo quando se está tentando prever o comportamento de ações”, afirma. “Ainda bem que eu não estou [preocupado com o mercado acionário]”, completa.

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Muito da discussão em torno das estimativas de Sacconaghi girou em torno do número de iPhones que teriam sido destravados ou hackeados para que funcionassem com outros provedores de serviços de telefonia móvel, que não aqueles nomeados parceiros pela Apple.

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