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Pesquisa Intel: gerentes de TI ainda não têm preferência por alternativas ao PC

Ainda assim, fabricante de chips planeja crescimento na demana por sistemas baseados em servidores e terá produtos para isso.

Por Computerworld, EUA

01 de fevereiro de 2008 - 16h42
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A Intel acaba de divulgar os resultados de uma pesquisa realizada com o objetivo de descobrir quais alternativas aos PCs estão conquistando os corações e as mentes dos gerentes de TI. A conclusão da pesquisa foi: nenhuma delas.

Com exceção dos terminais de serviço, que incluem o Citrix Presentation Server e o Microsoft Terminal Server, a Intel disse que os usuários não citaram nenhuma outra alternativa – como virtualização de desktops, streaming de sistema operacional e aplicações ou blade PCs – como claramente favorita.

De acordo com Mike Ferron-Jones, gerente do programa de modelos emergentes da Intel, o objetivo da pesquisa não foi descobrir que tecnologia está ganhando mais espaço junto às corporações.

“O que realmente importa é saber como estamos nos saindo no desenvolvimento de nossos produtos. Por exemplo, no caso da virtualização de desktops, a pergunta é como podemos otimizar nossos servidores para atender altos volumes de dados entre máquinas virtuais e thin clients”, disse.

A Intel realizou pesquisas online com mais de 700 gerentes de TI de médias empresas a grandes corporações. De acordo com Ferron, os respondentes foram qualificados para garantir que eram, de fato, tomadores de decisão em suas organizações.

A pesquisa constatou que 64% das companhias utilizam terminais de serviços – uma tecnologia já consolidada – e os estão desenvolvendo em cerca de 26% de seus equipamentos clientes, número que deve chegar a 34% em dois anos.

Em relação à virtualização de desktops, 39% dos pesquisados afirmou ter algum desenvolvimento, incluindo instalações de teste e projetos piloto. Ao mesmo tempo, estas empresas estão estendendo este movimento para seus equipamentos clientes em apenas 8% dos casos.

Outros modelos pesquisados incluem o streaming de aplicativos, com 30% dos pesquisados apontando algum desenvolvimento. Outros 15% utilizam streaming de sistemas e operacionais e 26%, blade PCs.

Por outro lado, quando questionados sobre o percentual de equipamentos clientes que estariam usando algum destes modelos, os pesquisados apontaram números muito baixos: streaming de aplicativos (11%), streaming de sistema operacional (3%) e blade PCs (6%).

Ainda assim, a pesquisa aponta crescimento no desenvolvimento de todas estas tecnologias. Na área de equipamentos clientes, a Intel mostra crescimentos que vão de 50% a 100% nos próximos dois anos.

Bob O’Donnell, analista da IDC, disse que não está surpreso com os resultados. “São todas tecnologias válidas”, afirmou, lembrando que a escolha do usuário deve ser baseada no que é melhor para a carga de aplicativos e que este é um ponto importante a ser explorado pela Intel. “Acho que eles estão um pouco nervosos, porque isso potencialmente muda seu modelo”.

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Para Ferron, a Intel já tem uma boa idéia do que será necessário para cada uma destas alternativas e tem produtos para isso em seu pipeline, como o Diamondville, um microprocessador voltado para equipamentos de baixo consumo, como os thin clients.

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