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Yahoo: algum outro pretendente à vista?
Analistas têm dúvidas se a fusão Microsoft-Yahoo conseguirá deter a força do Google, mas dizem que poucas empresas têm condições de fazer uma proposta maior que a da Microsoft.
Por Computerworld, EUA
Enquanto o Google informou ter interesse em colaborar com o Yahoo para impedir que a oferta hostil da Microsoft tenha sucesso, e outras companhias já terem contatado o Yahoo, parece improvável que alguma outra possa superar a oferta da Microsoft, segundo analistas ouvidos pelo Computerworld nos Estados Unidos.
Em um comunicado distribuído na sexta-feira (01/02), o Yahoo afirmou que seu conselho de administração iria avaliar a oferta de 44,6 bilhões de dólares da Microsoft "cuidadosamente" e dentro do contexto do plano estratégico da empresa e de suas ações para maximizar o valor da companhia aos seus acionistas. Um porta-voz da empresa informou que o Yahoo não iria fazer comentários adicionais.
No entanto, a agência de notícias Reuters informou que um certo número de empresas entrou em contato com o Yahoo após a divulgação da oferta hostil, embora ainda seja desconhecido se elas fizeram alguma oferta em contrapartida.
Em dezembro último, Kathy Sharpe, CEO da Sharpe Partners LLC, empresa de marketing e consultoria, escreveu em seu blog sobre uma aquisição fictícia envolvendo uma oferta hostil ao Yahoo pela Apple.
Mesmo que a fantasia se torne realidade nesse caso, Sharpe duvida que a Apple faça uma oferta alternativa à apresentada pela Microsoft. "Não acho que, dentro dessas circunstâncias, alguém vá querer entrar em uma guerra de ofertas com a Microsoft", disse Sharpe. "O preço é tão alto, e mesmo que o CEO do Yahoo vá a Steve Jobs, não vejo como interromper a proposta da Microsoft", acrescentou.
Sharpe afirmou que não acredita que os acionistas do Yahoo e seu conselho de administração deixarão o CEO da empresa, Jerry Yang, dizer 'não' à oferta da Microsoft de 31 dólares por ação, um prêmio de 62% sobre a cotação do papel na quinta-feira (31/01). E ela acredita que essa é a razão pela qual a Microsoft fez uma oferta tão alta: impedir qualquer discussão.
No entanto, Sharpe não está muito certa se um acordo Microsoft-Yahoo poderá resolver o problema 'Google' para a Microsoft.
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"Eu penso que isso pode criar um grande problema para a Microsoft", disse ela. "Eles terão de integrar-se com um enorme portal e não têm know how para isso. Também não está claro se o Yahoo sabe como fazer o mesmo. Eles têm duas forças massivas e duas engenharias de busca que precisam ser integradas. Mesmo que eles impressionem quando tudo estiver pronto, eles não irão capturar participação de mercado do Google. Sem falar no fato de que, nos seis meses em que pretendem levar o negócio adiante, o Google irá se mover à frente", ponderou.


