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Negócios

Era das grandes aquisições na indústria de software acabou?

Por IDG News Service

07 de fevereiro de 2008 - 08h00
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Wang se sentiu à vontade para fazer esta previsão apesar da insistência da IBM em negar planos relacionados a pacotes de aplicativos. A empresa passou todo o ano de 2007 dizendo que jamais compraria um fornecedor de BI, mas fechando negócio com a Cognos.

A Oracle provavelmente vai comprar empresas ligadas a middleware e aplicativos de negócio verticais. “A Oracle deverá fazer apostas midsize em verticais-chave como as soluções orientadas a projeto (por exemplo, Computer Methods International Corp. ou CMiC, Manhattan CenterStone), serviços financeiros (Temenos), varejo (Escalate) e telecomunicações e serviços públicos (SunGard).”

A SAP fará pequenas aquisições para fortalecer o NetWeaver. Estas podem incluir fornecedores de ferramentas de interface do usuário, software de gerenciamento de dados mestre e produtos de gerenciamento de processos de negócio, dizem os analistas, mencionando como evidência a compra recente da Yasu Technologies, que fornece um mecanismo de regras de negócio.

“Outras aquisições poderão envolver parceiros como AmberPoint SOA Management, F5, Magic Software Enterprises, OpenText, Savvion e Worksoft”, apontaram.

Apesar da oferta surpreendente de 44,6 bilhões de dólares pelo Yahoo na última sexta-feira (01/02), a Forrester considerou, em seu relatório, que, entre os quatro grandes, a Microsoft seria o player menos ativo em termos de aquisições.

“A gigante de Redmond fará compras seletivas que não conflitem demais com sua estratégia de ecossistema”, previram os analistas da Forrester. Possíveis alvos incluem “fornecedores de soluções middleware como VisionWare na arena de integração de dados de clientes, Riversand Technologies no espaço de gerenciador de informações pessoais e empresas especializadas em Web 2.0 que aperfeiçoem sua plataforma Information Workplace”.

Os executivos de software reagiram de maneiras diversas ao relatório. Tom Hogan, vice-presidente sênior da divisão de software da HP, diz que sua empresa provavelmente continuará a adquirir outras, porém está mais focada no crescimento orgânico. No ano passado, cerca de 70% do budget de 3,5 bilhões de dólares da HP para pesquisa e desenvolvimento foram gastos com software.

“É bastante P&D interno que deverá gerar software comercialmente viável nos próximos dois anos”, revela Hogan. “Se você quiser realmente agradar os acionistas, crie você mesmo. Quando não pudermos criar porque não temos o DNA ou tempo para isso, então recorreremos a fusões e aquisições estratégicas”, afirmou.

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