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Quatro megafusões que podem desanimar o negócio Microsoft-Yahoo
O histórico de megafusões indica que elas nem sempre têm um final feliz. Confira o desfecho de quatro grandes fusões realizadas recentemente.
Computerworld, EUA
O mercado passa pelo auge da onda das maiores fusões já vistas, de acordo com um artigo publicado em janeiro pela The Economist, publicação que supostamente entende deste assunto. A oferta da Microsoft de 44,6 bilhões de dólares pelo Yahoo apenas joga lenha na fogueira das fusões.
Mas se a compra proposta pela Microsoft na semana passada de fato acontecer, será que ela trará bons frutos? O histórico de megafusões indica que elas nem sempre têm um final feliz, nem tampouco representam uma panacéia para os envolvidos.
Mesmo aqueles que apóiam as atividades de fusões e aquisições concordam com isso. Por exemplo, em um documento divulgado em meados de 2007, o The Boston Consulting Group, que normalmente gerencia atividades de compra e fusão, diz que cerca de 60% dos negócios que ela acompanhou entre 1992 e 2006 levaram o preço das ações da empresa compradora a cair. E, na média, diz o relatório, “acordos maiores têm mais chances de dar errado”.
Não necessariamente as coisas mudaram desde 2002, quando Alfred Rappaport, então professor emérito da Escola de Administração J.L. Kellog, escreveu um artigo para o The Wall Street Journal sugerindo que os compradores normalmente pagam valores inflacionados pelas companhias. O motivo, em partes, é o fato de eles estarem excessivamente otimistas em relação a oportunidades de cortes de custos e confiantes em suas mais elevadas capacidades de gerenciamento.
Rappaport disse que cerca de 65% das empresas compradoras vêem o preço de suas ações caírem imediatamente após o anúncio da aquisição – essa queda normalmente corresponde ao desempenho de tais ações no decorrer do ano seguinte. Ele escreveu que a maioria dessas fusões não funciona.
Talvez então não seja simples coincidência o fato de o preço das ações da Microsoft ter caído 10% em relação ao valor de fechamento na última quinta-feira (31/01), véspera do anúncio da oferta pelo Yahoo, feita na manhã da sexta-feira (01/02). Vale dizer, porém, que as ações da Microsoft, em linha com o mercado norte-americano de forma geral, já seguiam uma trajetória de queda antes mesmo do anúncio.
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Mas aqui vai uma análise cautelosa dos quatro maiores negócios da última década – todos eles maiores do que o proposto pela Microsoft, e todos eles com maus resultados.
Negócio: Vodafone Group PLC compra a Mannesmann AG (aquisição concluída em 2000)
Preço: 183 bilhões de dólares em ações
Por quê: A Vodafone, maior operadora celular do Reino Unido, se sentiu ameaçada pela compra da Orange PLC pela Mannesmann. A Orange era na ocasião a terceira maior operadora móvel das Ilhas Britânicas. Em retaliação, a Vodafone comprou a Mannesmann, que por sua vez era a segunda maior empresa de telefonia da Alemanha, atrás apenas da Deutsche Telekom.
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