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Negócios

YKP cresce mais de 50% em 2007 e receita beira os R$ 40 milhões

Presidente da companhia diz que o resultado supera a meta de crescimento de 30% e que espera que os negócios só se desacelerem no segundo semestre do ano.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

22 de fevereiro de 2008 - 10h39
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Impulsionada por seus negócios de implementação e integração de soluções para companhias como IBM e Oracle, a YKP diz que cresceu mais de 50% em 2007 e que isso fez com que a receita da empresa fechasse o ano na beira dos 40 milhões de reais. “O desempenho superou nossa expectativa inicial de aumento dos negócios, que era de 30%”, afirma Yim Kim Po, presidente da empresa.

O destaque, segundo ele, continuou sendo as implementações de sistemas de gestão empresarial – a YKP é especializada em sistemas JD Edwards, da empresa comprada pela Oracle – e também de business intelligence. “O mercado brasileiro está muito aquecido, no ano passado muitas companhias abriram capital, aconteceram muitas fusões e quem quer crescer busca sistemas de TI de empresas grandes, os quais consideram confiáveis”, avalia.

Mesmo com o ritmo acelerado de fusões de 2007 no setor de BI, os negócios com a tecnologia não foram afetados, segundo o presidente da YKP. “Esse é um sistema que muitas áreas de negócios se interessam e fazem a aquisição e para eles pouco importa se ouve aquisição, eles querem apenas saber do produto”, diz.

Por esta razão, Kim Po aposta que para sua atuação a compra da BEA e até da Hyperion será bastante positiva. “Inclusive o movimento de a SAP [que comprou a Business Objects, também especializada em BI] só aumenta o interesse pela tecnologia de análise de dados”, completa.

Para 2008, a expectativa do executivo é repetir o desempenho de 2007, com novo crescimento de 50%. “Os impactos da recessão norte-americana só deverão aparecer no Brasil no segundo semestre, até porque lá é ano de eleições e os republicanos estão fazendo de tudo para segurar a economia forte”, considera.


Outro ponto que diferencia o Brasil dos Estados Unidos é que lá os bancos estão sofrendo perdas tremendas com a inadimplência dos cidadãos que não conseguem cumprir com suas dívidas. “Aqui, ao contrário, os bancos – tradicionalmente grandes investidores em TI – continuam registrando fortes crescimentos”, lembra.

Além disso, em busca de crescimento, a YKP criou uma divisão com foco na linha Oracle. “Percebemos que poderíamos ter mais negócios se a nossa especialização aumentasse”, diz. A meta é que até o final do ano a área conte com 30 pessoas e que corresponda com entre 15% e 20% de todo o faturamento da empresa.

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